Engenheiro(a) de Biossistemas tem mercado para atuar no Brasil?

Estudando Engenharia de Biossistemas na Universidade de São Paulo, na cidade de Pirassununga-SP, e morando em outra cidade, costumo viajar de ônibus no trajeto casa-faculdade, aos finais de semana. Durante essas viagens já escutei alguns graduandos em Engenharia de Biossistemas explicando mais sobre o curso para os passageiros ao seu redor, visto que a palavra Biossistemas causa bastante interesse nas pessoas, por geralmente desconhecerem o seu significado.

Engenharia de Biossistemas.

Explicar o que é o curso de Engenharia de Biossistemas é sempre um grande desafio, pois muitas vezes as pessoas confundem o significado com outros cursos semelhantes, como Engenharia Agrícola, Agronômica, Ambiental, Química, além de Biotecnologia, Zootecnia, Biomedicina e Ciências Ambientais. Vale destacar o seguinte texto que visa expôr formas de se explicar o que é a Engenharia de Biossistemas: Como explicar o que é a Engenharia de Biossistemas.

A outra pergunta que geralmente é feita é sobre a possibilidade de conseguir emprego na área, visto que o curso é relativamente novo, considerando-se outras graduações, como a Engenharia Agrícola e a Zootecnia, por exemplo.  Essa pergunta é também muito importante, e por isso o objetivo do presente texto é sugerir uma abordagem para nortear possíveis respostas sobre empregabilidade para Engenheiros de Biossistemas.

O curso de Engenharia de Biossistemas possui enfoque principal nas quatro seguintes áreas: Agricultura de Precisão, Zootecnia de Precisão, Bioenergia e Biomateriais. Visto que o curso é de Engenharia, a abordagem feita visa o desenvolvimento e manutenção de tecnologias dessas áreas, incluindo a parte de inovação e empreendedorismo. Sobre a empregabilidade, basta destacar as seguintes informações:

  1. Agricultura de Precisão: O Brasil foi o maior exportador mundial de soja, milho, açúcar, café e suco de laranja, na safra 2012/2013.
  2. Zootecnia de Precisão: O Brasil foi o maior exportador mundial de carne de bovinos e carne de aves, no período 2012/2013.
  3. Bioenergia: O Brasil é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar.
  4. Biomateriais: Apesar de não haver um ranking público sobre produção e exportação de biomateriais, o potencial do Brasil em produzí-los é enorme, visto a grande quantia de resíduos gerados pelas atividades agropecuárias.

O Brasil se destaca pela representatividade mundial em todas as possíveis áreas de atuação dos Engenheiros de Biossistemas, com imenso potencial de crescimento.

Apesar de ocupar a posição de liderança na exportação de muitos produtos agrícolas, sabe-se que a produtividade – isto é, a produção por unidade de área – ainda é muito reduzida para algumas culturas, e portanto existe grande potencial para otimização destas, através da tecnificação dos processos, desenvolvida e implementada por Engenheiros de Biossistemas. Além da produtividade, sabe-se que a qualidade de muitos produtos, como da carne bovina, pode ser elevada através de melhores manejos, certificações e tecnificação dos processos, que também podem ser desenvolvidas por este profissional. Óbviamente o Engenheiro de Biossistemas não atuará sozinho no desenvolvimento do seu trabalho, pelo contrário, espera-se que ele possa participar de um grupo multidisciplinar, conciliando o conhecimento dos diversos profissionais e viabilizando que novas tecnologias possam ser desenvolvidas ou aprimoradas com sustentabilidade.

Da próxima vez que lhe perguntarem sobre a empregabilidade, ou sobre o que o Engenheiro de Biossistemas faz, não se esqueça das quatro áreas de atuação: Agricultura de Precisão, Zootecnia de Precisão, Bioenergia e Biomateriais, assim como da representatividade brasileira nessas áreas, seguida pelo imenso potencial de otimização que ainda carece de profissionais: os Engenheiros de Biossistemas.

Uma visão sobre a produção animal – diálogos e dilemas

primitivoSe nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface você não estaria lendo este texto. Aliás, o Portal Biossistemas nem existiria, porque ainda seríamos muito primitivos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo.

A última edição dos Diálogos Biossistemáticos, ocorrido na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, abordou a questão do sistema de produção de proteína animal e a influência do meio sobre o processo, sob os diversos aspectos.

O século XXI trouxe consigo novos paradigmas para a produção animal, até o momento colocados sobre a qualidade do produto e o bem-estar. Há um claro antagonismo aí – aumentar a produção, nos moldes que a praticamos atualmente, implica em minimizar o conforto dos animais, na maioria das vezes criados sob confinamento.

Talvez esse não seja o melhor sistema e alguns podem contra-argumentar que novas políticas têm sido instituídas para que os animais cresçam em melhores condições, em ambientes livres, assim como se estivessem na natureza, gerando ganhos em produtividade. Entretanto, para alguns especialistas, como os animais são geneticamente modificados para produção de carne e ovos sob esse sistema, não possuem um bom desempenho quando em condições diferentes das que oferecemos. Por terem uma genética tão refinada estão suscetíveis à uma maior exposição à doenças (devido a um sistema imunológico menos adaptado), dificuldade para locomoção (com seu rápido desenvolvimento de carne, os membros não suportam seu peso), maior estresse ambiental, dentre outros, nas condições de ambiente aberto.

Para se ter uma ideia, o sistema de produção de aves e suínos só se tornou viável em grande escala através do modelo de produção hoje adotado – o intensivo – caso contrário não trariam uma remuneração ao produtor que justificasse a atividade.

Não podemos negar que a carne é um alimento extremamente necessário ao ser humano e o seu consumo só tem aumentado. Segundo estimativas da FAO, hoje são produzidas 270 milhões de toneladas no mundo e, para atender à demanda em 2050, a produção deve sofrer um aumento de 200 milhões de toneladas – caso contrário haverá uma escassez de proteína de origem animal.

Mudanças de hábito

Uma alternativa adotada por muitos é a dieta vegetariana. Mas, ao que se sabe, os vegetais carecem de alguns aminoácidos importantes para nosso organismo, como o triptofano e a metionina, e se não repostos, podem nos deixar bastante debilitados. Independente do valor nutricional que a carne nos oferece, o ser humano a mantém em sua alimentação por prazer sensorial – em outras palavras – gostamos de comê-la. Seu consumo está também ligado à uma melhoria da qualidade de vida. Em países emergentes, por exemplo, com a ascensão de uma nova classe média os gastos familiares se voltam para uma melhoria da qualidade alimentar, refletindo no aumento do consumo de proteína animal. Ou seja, com o crescimento da população a demanda por carne aumentará. 

E quanto às alternativas? Não seria possível adotar criações animais adaptadas às condições regionais, como o camarão, jacaré, capivara, avestruz, sem ter que brigar com o meio ambiente para se produzir um bicho que não está adaptado a um determinado local?

A princípio sim. Esbarramos hoje, sobretudo, numa questão cultural. Nossos antepassados, há algum tempo, restringiram nossa alimentação em poucos grupos de animais, tais como os bovinos, aves e suínos, principalmente. Mas nem sempre foi assim. Imagine que há alguns séculos qualquer animal estaria no banquete, bastasse ter o azar de cruzar nosso caminho.

Para o professor Júlio C. C. Balieiro, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, nos próximos anos veremos uma grande mudança na base da alimentação mundial. Em países asiáticos, por exemplo, é comum a ingestão de insetos como fonte de proteína e num futuro próximo a tendência é vermos um aumento desse consumo. Se sentiu náusea ao pensar nisso, não se desespere! Temos muitas outras opções, certo? Em partes…

Um grande problema encontrado hoje é que certos animais esbarram em limitações da sua própria espécie para que sejam produzidos em escala. Para isso seriam necessários altos investimentos em pesquisa e avanço de gerações, incluindo seleção genética, estudo de ambiência, tecnologias de suporte, dentre outros, que poderiam esgotar a capacidade de exploração de uma empresa antes mesmo de acostumarmos nosso paladar.

A solução, portanto, pode estar espécies já conhecidas, como os peixes, cuja produção vem ganho força no mercado nacional (e que há pouco tempo ganhou até um Ministério).

Produção que alimenta a economia

No modelo de produção de carnes europeu encontram-se propriedades rurais em que o governo oferecia subsídios para a atividade. Devido à crise que abalou a economia mundial, os governos do velho continente não estão mais bancando a produção dos criadores e estes, por não terem mais como produzir e competir, têm deixado o campo.

Nenhum país do mundo consegue produzir proteína animal mais barata do que a nossa – mesmo com subsídios. Por que? O agronegócio brasileiro é altamente eficiente e tecnológico. Grande parte da tecnologia e soluções desenvolvidas por aqui hoje é exportada para outros países. E mesmo com poucos subsídios e alta carga tributária conseguimos dar conta do consumo interno, ganhar o mercado internacional e gerar quase metade do PIB brasileiro. Se repararmos, isso não ocorre em outros setores da economia. É claro que dois grandes aliados ao sucesso estão na escala de produção e nos desafios a serem superados, pois sem subsídios governamentais a busca por soluções surge como questão de sobrevivência dos produtores.

Será que para atender à demanda por proteína animal, num futuro próximo, teremos que aumentar nossos rebanhos? E os impactos ambientais gerados pela expansão destas atividades? O sistema produtivo comporta um aumento exponencial no número de animais? No futuro iremos nos alimentar de hambúrgueres produzidos em laboratório?

Karl Marx já dizia no século XIX que a Humanidade nunca se coloca problemas que já não tenha condições de resolver, pois as mesmas condições que geraram a consciência do problema são as que ajudarão a gerar soluções.

O que você pensa à respeito? Deixe sua opinião!

II SEMAC FZEA – CONSTRUÇÕES E AMBIÊNCIA

Por Matheus Hansen Paes e Keylla Guiguer – Bolsista do Programa Aprender com Cultura e Extensão (2013/14), orientada pelo Prof. Dr. Fabrício Rossi.

Foto por: Biossistec Jr.

Foto por: José Pedro M. Coelho e Marco Aurélio S. Salazar.

O bloco de Construções e Ambiência foi um dos blocos com maior procura nesta II Semana Acadêmica (SEMAC) da FZEA. Durante 3 dias de atividades, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer empresas do setor e de se interarem sobre essa área de atuação, que tem ganho cada vez mais atenção e importância no meio agropecuário.

Saiba mais

A Semana Acadêmica da FZEA/USP e a Engenharia de Biossistemas

Os estudantes da graduação de Engenharia de Biossistemas da Universidade de São Paulo, mais uma vez terão a oportunidade de conhecer empresas e centros de pesquisa  em que poderão trabalhar, através da II Semana Acadêmica da FZEA/USP.

II Semana Acadêmica da FZEA/USP

II Semana Acadêmica da FZEA/USP

A Semana Acadêmica (SEMAC) da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) possui como título Integração Acadêmica no Agronegócio e é um evento desenvolvido especialmente para os alunos de graduação, os quais poderão conhecer um pouco mais sobre as áreas de interesse de seu curso, por meio de palestras de empresários, professores e representantes comerciais, assim como visitas a faculdades e empresas. A SEMAC também é uma ótima oportunidade para o contato com empresas de interesse dos próprios alunos, pois muitas vezes o palestrante é um recrutador ou até mesmo um Diretor Geral da empresa.

Para os alunos de Engenharia de Biossistemas, foram definidos os seguintes blocos: Construções e Ambiência, Energia, Instrumentação Agropecuária e Sustentabilidade. Cada estudante poderá escolher apenas 1 (um) bloco, e o cronograma completo com o detalhamento de cada bloco pode ser acessado em SEMAC – Eng. de Biossistemas. Foram convidadas empresas de diferentes portes para o evento, de forma a enriquecer o aprendizado dos alunos. Citam-se as seguintes empresas: Associação Brasileira de Energia Eólica, para o bloco de Energia; CASE IH, líder no setor de equipamentos agrícolas, para o bloco de Instrumentação Agropecuária; Big Dutchman, maior empresa de fabricação e comercialização de equipamentos para criação de aves e suínos do mundo, para o bloco de Construções e Ambiência; e Rain Bird Brasil, maior fabricante de equipamentos de irrigação no mundo, para o bloco de Sustentabilidade.

O evento ocorrerá entre os dias 21 e 25 de Outubro de 2013, na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, da Universidade de São Paulo, no campus de Pirassununga/SP. As inscrições ocorrerão de 14 a 17 de Outubro, no saguão do Prédio Central da Faculdade, das 11 às 13:30 hrs. Os cursos de graduação envolvidos, além da Engenharia de Biossistemas, são: Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária e Zootecnia. Dada a dimensão e importância do evento, não serão ministradas aulas para a graduação durante esse período.

Engenharia Agrícola e Biológica na University of Illinois at Urbana Champaign

A Engenharia de Biossistemas é um curso ministrado no Brasil a partir do ano de 2009, sendo a Universidade de São Paulo a primeira instituição Sul Americana a oferecê-la como curso de graduação. Apesar do caráter de pioneirismo na América latina, a graduação em Engenharia de Biossistemas já é considerada um curso tradicional em outros países do mundo, como nos EUA, onde localizam-se as Universidades consideradas expoentes na área. De acordo com o ranking da U.S.News & World Report (disponível aqui), as melhores universidades norte americanas que oferecem essa graduação são: Purdue University–​West Lafayette, University of Illinois–​Urbana-​ChampaignTexas A&M University–​College StationIowa State University, North Carolina State University–​Raleigh, entre outras.

A análise da grade curricular do curso de Engenharia de Biossistemas permite entender melhor quais as capacidades do profissional formado, e dessa forma concluir com maior precisão quais as possíveis áreas de atuação dos Engenheiros de Biossistemas no mercado de trabalho. Com a finalidade de expor as capacidades do profissional formado, será analisada a grade curricular desse curso, para a University of Illinois at Urbana Champaign, rankeada como a TOP 2 para o curso de Engenharia de Biossistemas, de acordo com o ranking da U.S.News & World Report. Saiba mais

Precisando de consultoria? Procure um Engenheiro de Biossistemas

Dúvidas do seu negócio? Imagem retirada do Google.

Dúvidas do seu negócio?

Está passando por problemas na sua produção agropecuária?

Deseja aprimorar o projeto de energia da sua  propriedade?

Quer automatizar suas estufas ou galpões de criação?

Pretende aumentar a produtividade do seu negócio?

Você precisa de soluções inteligentes e comprometimento?

O que você precisa é de uma boa consultoria. Não sabe quem procurar?!

Não se preocupe! Procure um Engenheiro de Biossistemas e encontre a solução apropriada para maximizar sua produção e aumentar seu lucro.

A Engenharia de Biossistemas é uma engenharia multidisciplinar, que envolve principalmente as áreas de exatas e biológicas, passando por algumas matérias de humanas que são importantes para o desenvolvimento profissional e pessoal de qualquer engenheiro. Com tanto conteúdo o Engenheiro de Biossistemas é preparado para buscar soluções eficientes para produção agropecuária integrando conhecimento e tecnologia. Dentre todas as atuações do profissional, ele encontra também na consultoria, um ótimo mercado de trabalho.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar direito. Imagem retirada do google.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar da maneira correta.

O Engenheiro de Biossistemas além de criar novas tecnologias também é capaz de identificar problemas e propor soluções inovadoras para o sistema produtivo pensando sempre na sustentabilidade, redução de gastos e perdas durante o processo produtivo e claro maximizar a produção visando o aproveitamento máximo dos recursos disponíveis.

A consultoria é um serviço que está crescendo a cada dia tanto no setor empresarial quanto no agropecuário. Tomar decisões e escolher a melhor estratégia para o sucesso do negócio é uma atividade complexa que exige diversas habilidades do profissional envolvido, pois uma escolha pode trazer o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento.

Consultoria é a atividade profissional de transferência de conhecimentos contratada para formulação de diagnósticos ou soluções para necessidades específicas do cliente. Dessa maneira o consultor contratado tem grande responsabilidade sobre suas atitudes perante o serviço prestado.  Nesse sentido, características como competência, compromisso e conhecimento devem ser inerentes a um bom consultor.

Quer aumentar sua produtividade? Consulte um Engenheiro de Biossistemas.

Quer aumentar sua produtividade? Consulte um Engenheiro de Biossistemas.

O cliente que deseja contratar esse serviço encontra no Engenheiro de Biossistemas um profissional completo que é capaz de resolver problemas complexos juntando todas as características indispensáveis de um bom consultor sendo, deste modo, o responsável pelo sucesso do negócio. Como a Engenharia de Biossistemas oferece forte base nas áreas de exatas e biológicas, o profissional consegue usar combinações matemáticas para aprimorar sistemas biológicos, conseguindo dessa maneira aumentar a produtividade e reduzir gastos. Essa combinação é desejo de qualquer empreendedor, pois garante resultados positivos ao negócio.

Dentre as áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas estão: Agricultura de Precisão, Georreferenciamento, Biocombustíveis e Energia, Construções Rurais e Ambiência, Desenvolvimento rural, Mecanização, Tecnologia Pós-Colheita, Zootecnia de Precisão,  Automação, ResíduosO profissional apresenta habilidades para criar e desenvolver produtos para serem usados nessas áreas, mas ele também é qualificado para prestar consultoria nesses meios fornecendo ao cliente a melhor solução para o desenvolvimento do negócio.

O Engenheiro do Biossistemas é um profissional completo preparado para prestar consultoria ao agronegócio oferecendo as melhores soluções para cada empreendimento, possibilitando, dessa maneira, o sucesso da produção.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

Leia também: Entenda a profissão. Disponível em: http://portalbiossistemas.wordpress.com/entenda-a-profissao/

A revolução dos bichos, plantas que falam e os tratores de James Cameron

Assisti dias atrás na internet uma palestra de um cara chamado Neil Harbisson, artista audiovisual inglês que nasceu com a síndrome da acromatopsia, o que só lhe permite enchergar o mundo em preto e branco. Ele esteve presente em uma conferência da TEDGlobal em 2012 – sigla para Tecnologia, Entretenimento e Design – evento reconhecido pela exposição de grandes ideias, já tendo recebido celebridades como Bill Clinton, Al Gore, os fundadores do Google e diversos ganhadores do prêmio nobel, só para citar alguns.

Sua invenção é um tanto peculiar e nos chama a atenção logo de cara. Já que ele não encherga as cores, por que não então ouví-las? Assim, desenvolveu um aparato chamado de “Eyeborg”, capaz de traduzir as frequências eletromagnéticas da luz que está em sua frente e enviá-las para um chip implantado atrás de sua cabeça. O chip converte as cores em ondas sonoras com base em uma escala, na qual cada cor (frequência de vibração da luz) está associada à uma nota musical. As ondas sonoras produzidas são conduzidas até os nervos auditivos de Neil através dos ossos, o que lhe permite perceber até mesmo o que não conseguimos naturalmente, como a luz infravermelha e ultravioleta.

Neil Harbisson e seu invento na TEDGlobal em 2012. Foto: James Duncan Davidson.

Neil Harbisson e seu invento na TEDGlobal em 2012. Foto: James Duncan Davidson.

Comecei a pensar se o cara é maluco ou se está vendo algo que ainda não enchergamos – literalmente. Segundo o artista inglês, deveríamos parar de criar aplicativos para dispositivos móveis, como celulares e tablets, e começarmos a desenvolver aplicativos para nossos próprios corpos, ampliando nossos sentidos. “Essa é uma das grandes mudanças que presenciaremos neste século”, afirma.

Ligando um pouco os fatos, começo a imaginar que talvez ele não seja tão alienado assim…

O que a Engenharia de Biossistemas tem a ver com isso?

A ideia contida nisso tudo se traduz na forma totalmente diferente a qual podemos interagir com o ambiente, nos tornando melhores naquilo que fazemos, ou ainda, autossuficientes em certas atividades. Acredito que no futuro da produção agropecuária, adotando-se tal inovação pode-se mudar a autonomia e relação entre os agentes.

Eis aqui algumas aplicações do conceito apresentado na TED – a tecnologia servindo como ponte para a tradução de sentidos e necessidades:

1 – A revolução dos bichos

Com uma maior independência, o conforto térmico ficará por conta de si próprio. Foto: revista Plantar.

Para o professor Iran José Oliveira da Silva, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (NUPEA) da ESALQ/USP, uma tendência na produção animal está nos próprios animais controlando o ambiente onde estão inseridos. Isso significa, em suas palavras, que serão eles que darão o sinal para o sistema eletrônico automatizado agir, tal como o acionamento de nebulizadores, cortinas e ventiladores. Isso poderia ser feito através de colares, pulseiras ou outros tipos de sensores ligados ao animal, imagino, que coletem a temperatura da superfície corpórea, batimentos cardíacos, frequência respiratória de uma amostragem do lote e envie para o sistema de controle. Não está muito distante de acontecer, há muitas pesquisas sendo realizadas no mundo, afirma o professor.

2 – Plantas que falam

#medaumcopodagua. Foto: Botanicalls.

#Medáumcopodágua. Foto: Botanicalls.

Desbravando a fronteira do inanimado, publicamos há algum tempo uma notícia sobre plantas que “mandam” mensagens de texto para o celular de seu dono e até mesmo publicam mensagens no twitter, pedindo que as reguem quando necessário. O sistema se baseia na análise do déficit hídrico sentido pela planta para a tomada de decisões, que neste caso, cabe a um ser humano. Entretanto, a rega poderia ser automatizada e comandada pela própria planta, de acordo com a “sede” que está sentindo. O conceito já nos é conhecido, trata-se da Agricultura de Precisão – prática que utiliza tecnologia avançada no campo para ganhos de produtividade. A grande sacada dos cientistas foi a tradução das informações obtidas da planta para uma linguagem mais prática.

3 – Máquinas mais inteligentes

Falta pouco para que as máquinas agirem sozinhas. Ou já estão fazendo? Foto: Google.

Falta pouco para as máquinas agirem sozinhas. Ou já o estão fazendo? Foto: Google.

Indo além, outra possibilidade seria a de máquinas agrícolas integradas via rede sem fio a um sistema de gerenciamento e que, de acordo com o número de horas trabalhadas, automaticamente agendem suas manutenções periódicas, abastecimentos e trocas de óleo, facilitando a operação de gestão da frota agrícola. Um sistema de conceito parecido está em desenvolvimento no Laboratório de Máquinas Agrícolas e Agricultura de Precisão (LAMAP) da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP. Seria esse o cenário vislumbrado por James Cameron há 29 anos quando lançou o exterminador do futuro – máquinas que possuem algum tipo de autoconsciência?

As possibilidades de aplicação dessa ideia no campo são inúmeras, mas para que a inovação chegue até lá basta um agente de transformação. Imagino que em breve teremos que encontrar um termo que substitua a ficção científica de nosso vocabulário, pois quase todas nossas ideias hoje já podem ser materializadas. A tecnologia atual pode nos ajudar tanto à realizar atividades de uma nova maneira, quanto para Neil Harbisson perceber se é um bom dia para se tomar sol.

E aí, curtiu? Veja mais

Neil Harbisson – “Eu ouço as cores”. Palestra na Ted 2012 (legendado em português).

Entrevista com o professor Iran José Oliveira da Silva – revista Avicultura Industrial, out/2012.

Plantas conectadas à internet com acesso a twitter e redes sociais

Mastite subclinica

De acordo com a Embrapa – Gado de Leite, o leite está entre os 6 produtos mais importantes da agropecuária brasileira, desenvolvendo um papel fundamental para a geração de emprego e suprimento de alimentos. Além de grande importância econômica o leite possui uma grande importância nutricional. Rico em cálcio, o qual é essencial para formação e manutenção dos ossos, assim como vitamina A, B1, B2 e minerais que favorecem o crescimento e desenvolvimento de uma vida saudável. Segundo a Agência de Informações Embrapa (Agronegócio do Leite) a tendência de produção de leite para os próximos anos é um aumento mundial no volume produzido, especialmente nos países em desenvolvimento com condições climáticas favoráveis para a atividade leiteira, com uma propensão para a migração de tal para áreas mais populosas com menor custo de produção. Em conjunto com esta, o mercado tende a pagar mais por volume, regularidade de produção e o mais importante, qualidade de produto, seguindo o Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite (PNQL).25170leite1[2]

Porém um dos principais preocupantes, senão o maior, para a bovinocultura de leite é a mastite bovina, a qual de acordo com Bressan (2000), caracteriza-se por ser um processo inflamatório da glândula mamária e etiologicamente , trata-se de uma doença complexa de caráter multifatorial, envolvendo o ambiente, patógenos  e fatores inerentes ao animal. Entretanto, o mais inquietante para tais envolvidos com esta atividade, é a prevalência silenciosa no rebanho, onde de acordo com Santos (2001), 70% dos casos tardiamente diagnosticados são especificamente os silenciosos (também chamado de subclinica) enquanto que os 30% restantes são oriundos da diagnose clinica, a qual exibe características peculiares do úbere da vaca assim como do leite produzido.

diseaseSegundo a Embrapa, a mastite resulta em elevada perda econômica, oriunda principalmente na queda da produção de leite, alto custo com mão de obra especializada assim como gastos com inúmeros medicamentos. Em 2007 a Embrapa realizou estudos que demonstraram que um quarto mamário com mastite subclinica reduz entre 25 a 42% a produção, quando comparado com um quarto normal, e quando revertido em custos, pôde-se estimar nos EUA um valor de US$1,8 bilhão, representando cerca de 10% do total de leite produzido no país. Sendo a mastite subclinica uma doença silenciosa, existem algumas características fundamentais relacionadas à ocorrência de tal, como a Contagem de Células Somáticas (CCS), porém o que chamamos a atenção são as possibilidades alternativas de correlação com tal, como a alteração da concentração de cátions e ânios presentes, a qual pode ser determinada pela condutividade elétrica (CE) do leite, sendo muito interessante pelo fato de, quando comparado com o método de CCS, este é mais barato e fácil para ser diagnosticado, onde o aumento da CE é diretamente proporcional ao aumento da inflamação do úbere e da CCS, seguido esta por um método auxiliar pode ser a detecção do teor de cloretos presentes no leite. Segundo Hamann & Zecconi (1998), este conceito de CE foi introduzido em 1970 e tem sido utilizado desde então.  A análise do conteúdo iônico responsável pelo aumento da CE é obtido de maneira simples, estando disponível em poucos segundos após a ordenha, ainda mais quando comparado com a CCS, a qual deve ser mandada para laboratório para diagnostico.

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Atualmente estudos comprovaram a relação genética entre a contagem das células somáticas relacionadas à mastite, com o conteúdo iônico e consequentemente à condutividade elétrica, indicando uma possível substituição da coleta do leite para a análise da CCS pela análise de tal condutividade, ligando assim a genética a animais resistentes a este tipo de doença, utilizando a CE como critério de seleção para o animal mais “adaptado”.

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) estimou os parâmetros de condutividade através de um estudo de regressão aleatória em um rebanho de 1129 animais de primeiro parto da raça Holandesa, obtidos entre os anos de 2001 a 2011, utilizando-se de 9302 amostras para análise de tal como critério de seleção. Posteriormente a fase de desenvolvimento e análise dos resultados, pôde-se então concluir que de fato, a Condutividade Elétrica do leite pode ser utilizada como parâmetro de seleção para resistência à mastite, tendo que, segundo a Agência, “a avaliação da CCS só é obtida após a coleta da amostra de leite, envio da mesma a um laboratório credenciado e o resultado só é obtido após um período de pelo menos 5 dias dependendo da distância entre a propriedade e o laboratório”.

Pode-se ver então que mesmo em particularidades ínfimas as quais são de grande repercussão podem ser encontrados melhorias representativas para o agronegócio, de maneira a guiar a evolução e o progresso de tecnologias para total suporte de desenvolvimento.

Saiba mais em:

http://www.aptaregional.sp.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=1357&Itemid=284

Como as impressoras 3D podem mudar o agronegócio (e nossas vidas)

Impressora 3D

The Form 1: Impressora desktop 3D de alta resolução (Foto: FormLabs).

Mini-fábricas portáteis – é como podemos chamar as impressoras 3D, invenção que toma corpo e ganha cada vez mais adeptos pelo mundo. Segundo alguns visionários, dentro de 5 anos será comum termos um modelo delas em casa, nas escolas, comércio e na indústria, tornando possível a confecção dos mais variados tipos de objetos que possamos imaginar.

Não existe um limite quando se trata de impressoras 3D. Enquanto muitos se contentam em produzir brinquedos e pequenas miniaturas, chefes de cozinha já trabalham com modelos que imprimem massas personalizadas ou até mesmo chocolate. Cientistas da Universidade de Heriot-Watt, na Escócia (naquele mesmo país onde clonaram a ovelha Dolly), foram um pouco além e desenvolveram um mecanismo que utiliza células tronco como “tinta”, podendo ser impressa pelo equipamento. Os cientistas acreditam que este seja o primeiro passo rumo à criação de órgãos.

Para que um objeto seja impresso é preciso que ele tenha sido, antes de tudo, construído num software de edição 3D, como o AutoCAD ou o SolidWorks. Para criar algo diferente, o único jeito é aprender a modelar do zero. Para isso existem inúmeras alternativas na internet, inclusive softwares e cursos gratuitos que ensinam a fazer tudo desde o início. Se quiser se aventurar, a MakerBot – uma das maiores fabricantes de impressoras 3D do mercado atualmente – disponibiliza uma vasta documentação a respeito, além de desenhos para impressão de mais de 40 mil objetos. A empresa comercializa também o Digitizer Desktop 3D Scanner, que utiliza uma combinação de câmeras e lasers, capaz de escanear praticamente qualquer objeto e gerar um arquivo digital.

Mas, quais as possibilidades que a impressora 3D pode trazer ao agronegócio? Confira algumas idéias mirabolantes (outras nem tanto).

1. Energias renováveis mais acessíveis

A aplicação de materiais de baixo custo para geração de energia a pequenos produtores pode ser uma solução para a ampliação de negócios e maior rentabilidade. Inovações a respeito de painéis fotovoltaicos surgem com certa frequência na internet e, assim como já estamos perto da impressão de tecidos humanos, a impressão de células fotovoltaicas a nível molecular, bem como suas estruturas de suporte, pode ser uma das possibilidades das impressoras 3D no futuro. Se preferir gerar energia pelo vento, protótipos de pequenos geradores eólicos já podem ser encontrados no site “Instructables” para impressão.

Para alguns donos de impressoras 3D, produzir determinados objetos em casa sai mais em conta do que comprar numa loja. A impressão de algumas peças ou mesmo equipamentos para geração de energia não apenas facilitaria o seu acesso, como descentralizaria sua produção, podendo afetar, em longo prazo, até mesmo as relações de compra e venda de energia.

2. Produzindo edifícios inteiros

Hoje, na construção civil, já é possível encontrar certos elementos e estruturas prediais pré-moldadas, como paredes, painéis, escadas, lajes, etc. Sua vantagem está na uniformidade dos materiais produzidos, maior controle sobre a qualidade e o design, como também um menor tempo de execução da obra, menor perda de materiais e menores custos operacionais. Com o avanço da tecnologia da impressão em 3D, aliado à nanotecnologia, será possível imprimir materiais mais eficientes que os já existentes, sendo projetados em geometrias pré-definidas, mais complexas e com melhores propriedades mecânicas, concebidos especialmente para cada tipo de ambiente e atividade agroindustrial. As impressoras 3D poderão um dia imprimir (em escala industrial) estufas inteiras, instalações de criação animal, de armazenagem de alimentos e insumos, mais eficientes que os atuais.

3. Maiores ganhos na produção de alimentos

No futuro haverá uma tendência para a produção de alimentos em casa. Não tem nada a ver com uma horta no quintal ou criar algumas galinhas. A empresa americana Modern Meadow desenvolve lá no Vale do Silício (EUA) um audacioso projeto para impressão de carne a partir de células e tecidos cultivados em laboratório. A ideia é fornecer uma alternativa à criação, abate e transporte de bovinos em massa, pois segundo os pesquisadores, a criação de gado é tida como uma das atividades agroindustriais mais impactantes que existe sobre o meio ambiente – demanda grandes quantidades de alimento, água, espaço e produz altas taxas de metano e efluentes.

Se não gostou da ideia, fique tranquilo! Ainda continuará existindo o sistema de criação convencional e as impressoras 3D poderão ser utilizadas para outros fins. Imagine só poder produzir de vacinas específicas na própria fazenda, desenvolver próteses para animais, objetos diversos como: comedouros e bebedouros, caixas para transporte de aves, pisos plásticos para a suinocultura, dentre muitas outras possibilidades.

E não para por ai! Planos recentes do governo Japonês para agricultura em áreas devastadas pelo tsunami preveem o uso da impressão em 3D para certos elementos do sistema de automação. Interessante, não?

E os Engenheiros de Biossistemas, como podem participar dessa revolução?

No curso oferecido pela Universidade de São Paulo os alunos adquirem conhecimentos específicos como desenho técnico, elementos de máquinas, resistência, ciência e tecnologia dos materiais, eletrônica, robótica, circuitos elétricos, dentre outros. As possibilidades de criação são imensas e, segundo especialistas, será possível a impressão de quase tudo que se possa imaginar, o quão logo a compatibilidade com diversos tipos de materiais nessas impressoras consiga aumentar.

Partes de bicos de pulverização, de aspersores, circuitos eletrônicos, objetos para uso na produção animal são alguns dos elementos que, em curto prazo, já poderiam ser fabricados em casa para suporte às atividades do agronegócio, tanto para reposição de peças, quanto para um início de uma atividade agropecuária, o que poderia reduzir o custo de um projeto ao produtor. O desafio está em tornar essa tecnologia (ainda emergente) mais acessível, com soluções adequadas aos interesses da produção agropecuária e, sobretudo, com geração de produtos de qualidade.

E você, como acha que essa tecnologia pode mudar as coisas? Deixe-nos um comentário.

Ficção Científica e o Engenheiro de Biossistemas

Quem nunca assistiu a um filme e pensou: “Isso não existe, é pura ficção científica!”. Mas, será que nos dias de hoje, todos esses aparatos tecnológicos ainda não são realidade? Com o desenvolvimento cada vez mais rápido da tecnologia a grande maioria dos filmes não são mais fruto do imaginário humano e sim uma realidade incorporada ao nosso dia-a-dia e o que ainda não chegou ao mercado para ser vendido já é pesquisado em avançados laboratórios para que o mais rápido possível seja disponibilizado a humanidade.

Atualmente para nós, celulares, computadores, tabletes,  internet, são tecnologias intrínsecas ao nosso cotidiano, no entanto para que tudo isso fosse criado, demasiado estudo, pesquisa e trabalho foram necessários para conseguir desenvolver tantos bens.

No campo essa realidade não é diferente, cada vez mais se tem criado tecnologias voltadas à área agrícola, pecuária e de alimentos. Nesse âmbito, o uso de sensores e softwares configuram a tecnologia de ponta que é usada nesse meio juntamente com o desenvolvimento cada vez mais preciso de máquinas que aumentam a produtividade, reduzem gastos e agregam valor ao produto final.

Nesse contexto, a automação se torna não só um item a mais na produção, mas também uma necessidade para o melhor desenvolvimento da área agrícola, pecuária e de alimentos podendo, dessa maneira, ser uma garantia de rentabilidade para o produtor.

Demasiados exemplos de tecnologias implantadas na agropecuária podem ser citados: como a automação da produção leiteira, o uso de sensores em granjas de suínos, aves e solo, máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas. Tanta tecnologia não para por aí.  Há também o uso de sensores sem fio capazes de coletar dados de áreas rurais e transmiti-los para uma central que poderá acionar os sistemas de adubação e irrigação automatizados apenas por comando de softwares programados para tomar decisões.

Um equipamento que também é constantemente empregado na agricultura é o GPS, ou sistema de posicionamento global, que em tempos atuais já guia a maior parte do plantio e colheita nas fazendas. Esse recurso juntamente com o emprego de softwares faz com que as máquinas sigam rigorosamente o espaçamento entre as linhas de plantio impedindo, dessa maneira, o mau aproveitamento do espaço.

Outra tecnologia que vem sendo pesquisada e desenvolvida em laboratórios é o uso de robôs para diversas finalidades, inclusive para ser empregado na agricultura e pecuária, o que antes era apenas ficção científica já começa a se tornar realidade dentro de laboratórios de pesquisa dessa área.

As vantagens do uso da tecnologia na agricultura e pecuária são diversas, uma delas é que através de técnicas inovadoras é possível  ter maior produtividade usando o mesmo espaço, ou um espaço menor, de terra para produção. Com isso os desperdícios são minimizados o que acarreta em mais alimentos disponíveis para a população e melhor aproveitamento dos recursos naturais, preservando, desse modo, o meio ambiente. Nesse âmbito, devemos levar em conta que a população mundial cresce a cada dia, mas os recursos disponíveis na terra continuam os mesmos, por isso o uso de equipamentos inovadores contribui de maneira benéfica para a produção de alimentos no mundo.

Os sistemas de precisão configuram o que chamamos de agricultura e zootecnia de precisão. Esses sistemas resultam na otimização dos gastos da produção e no aumento da produtividade. Dessa maneira, é possível notar que o uso de recursos tecnológicos trazem diversos benefícios para a produção agropecuária e de alimentos.

 Mesmo sendo um grande exportador de produtos alimentícios o Brasil ainda importa grande parte da tecnologia empregada nesse meio. O país, até então, permanece atrás de muitas nações quando se fala de ciência. Essa situação é acentuada pela falta de investimentos, profissionais especializados, conhecimento, pesquisa e incentivos para o crescimento dessa área.

Ainda falta muito para ser criado e a demanda por produtos tecnológicos e automação cresce absurdamente. O que precisamos fazer é criar nossa própria tecnologia e transformar ficção científica em pura realidade. E é nesse meio que o Engenheiro de Biossistemas encontra um mercado de trabalho promissor, pois esse profissional apresenta grande potencial para criação e inovação tecnológica, podendo assim contribuir com o desenvolvimento dos setores agrícola, pecuário e de alimentos do nosso país.  

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