Conexão entre biologia e robótica


Bastou que os transistores atingissem um nível de miniaturização adequado para que os cientistas começassem a fazer a conexão direta entre o biológico e o eletrônico.

Dos sensores neurais e à construção de próteses controladas pelo pensamento há muito se fala em humanos melhorados pela tecnologia. Bastou que os transistores atingissem um nível de miniaturização adequado, com dimensões comparáveis ao de algumas células, para que os cientistas começassem a fazer a conexão direta entre o biológico e o eletrônico, com um nível de controle apenas imaginado – mas que não havia sido realizado até agora.

De acordo com Marie-Anne Van Sluys, professora do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP), a conexão entre biologia sintética e robótica terá importância crucial no futuro. “Precisamos gerar um novo perfil de profissional que seja capaz de transitar com desenvoltura pela área de computação, aplicando a robótica tanto no que se refere à idealização de experimentos como na exploração de bancos de dados com imensos volumes de informação”, diz a pesquisadora.

Há pesquisadores no Brasil criando novos modelos biológicos e novas moléculas para testá-las em doenças, controle de parasitas no campo ou desenvolvimento de novas drogas, por exemplo. A automação que esses estudos demandam consiste em desenvolver robôs capazes de executar os experimentos. Para isso, é preciso ainda identificar que tipo de conhecimento biológico prévio a máquina precisará.

Na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, um grupo interdisciplinar usou nanotransistores eletrônicos comuns para detectar diretamente as interações entre moléculas, que ocorrem em velocidades tão altas que é virtualmente impossível acompanhá-las diretamente.

Os nanotransistores foram usados para detectar as ligações entre as duas metades de cada espiral de DNA a uma outra molécula de DNA, presa ao nanotransístor. O componente eletrônico não apenas detectou diretamente a ligação, como também amplificou a carga das biomoléculas individuais.

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Sobre Matheus H. Paes
Aluno do quarto ano do curso bacharel em Engenharia de Biossistemas, pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP. Interesses por Agricultura e Zootecnia de Precisão, Tecnologias da Informação aplicada ao agronegócio, dentre outros.

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