Das 4 bilhões de toneladas de alimentos produzidas anualmente em todo planeta, cerca de 50% são desperdiçadas


" Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Queira. "

” Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Queira. “

“Global Food; Waste Not, Want Not.” Um relatório produzido pelo Institution of Mechanical Engineers, em janeiro de 2013, mostra que hoje são produzidas 4 bilhões de toneladas de alimentos por ano, só que devido à práticas precárias de coleta, armazenamento e transporte, bem como o desperdício dos mercados e dos consumidores, estima-se que 30-50% de todo o alimento produzido nem sequer atinge o estômago humano. Além disso esse número não reflete a realidade de grandes quantidades de terra, energia, fertilizantes e água que também têm sido perdidos na produção de gêneros alimentícios, que simplesmente acabam como lixo. Este nível de desperdício é uma tragédia que não pode continuar se quisermos ter sucesso no desafio de sustentavelmente atender nossas demandas de alimentos no futuro.

Estima-se que em 2075 a população mundial chegue a 9,5 bilhões de pessoas, e com isso a humanidade precisa garantir que haja recursos alimentares disponíveis para alimentar toda essa gente. Nesse sentido, desperdiçar comida não significa perder apenas alimentos para nutrição, mas também recursos naturais finitos como terra, água e energia.

Um outro grande problema que aumenta as perdas de alimentos é a preferência do mercado consumidor pela estética de certos alimentos. Muitas vezes os consumidores rejeitam culturas inteiras de frutas perfeitamente comestível e legumes, porque eles não atendem os padrões de comercialização exigidas  para as suas características físicas, tais como o tamanho e aparência. Por exemplo, até 30% da cultura vegetal do Reino Unido nunca é colhida por causa deste comportamento.

Mega promoções de produtos perecíveis também geram desperdícios, pois os consumidores aproveitam os preços reduzidos para levarem uma grande quantidade de alimentos para casa, porém estes produtos devem ser consumidos rapidamente devido a sua reduzida data de validade. Com isso, diversos alimentos são perdidos dentro das casas dos consumidores.

Essas perdas serão agravadas pelo futuro crescimento populacional e pela mudança das tendências dietéticas, que estão diminuindo o consumo de grãos e aumentando o consumo de  produtos de origem animal. Como as nações se tornarão mais ricas nas próximas décadas, a preferência por carne irá subir 40% até metade do século. Estes produtos requerem significativamente mais recursos para serem produzidos. Um grande desafio é produzir animais em pequenas quantidades de terra, visto que um hectare de terra pode, por exemplo, produzir arroz ou batatas para 19-22 pessoas por ano. Já a mesma área será o suficiente para produzir carne para apenas uma ou duas pessoas.

” Mais de 2,5 trilhões de m³ de água é consumida pelo setor agrícola global a cada ano. “

O consumo de água não fica atrás. Ao longo do século passado, a captação de água fresca para utilização humana aumentou mais do que o dobro da taxa de crescimento da população. Atualmente, cerca de 3.8 trilhões de m³ de água é usado pelas pessoas anualmente. Cerca de 70% deste volume é consumido pelo setor agrícola global, e o nível de uso continuará a aumentar nas próximas décadas.  Dependendo de como o alimento é produzido e  as estimativas demográficas, a demanda por água na produção de alimentos pode chegar a 10 – 13 trilhões de m³ anualmente na metade do século. Isto é 2,5 – 3,5 vezes maior do que o uso total humano de água doce hoje.

” Nos países do Sudeste Asiático, as perdas de arroz podem variar de 37 – 80% da produção. “

" Na Índia, 21 milhões de toneladas de trigo são desperdiçadas a cada ano devido à práticas inadequadas de armazenamento e distribuição."

” Na Índia, 21 milhões de toneladas de trigo são desperdiçadas a cada ano devido à práticas inadequadas de armazenamento e distribuição.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • O que precisamos fazer para ter uma realidade mais sustentável e o menos impactante possível?

Atualmente, grandes quantidades de alimentos, estima-se que 30 – 50 % da produção global, são perdidos ou desperdiçados entre o campo e o consumidor. A principal causa deste desperdício é devido à práticas inadequadas na produção, como: deficiência na gestão, falta de habilidades na infra-estrutura, projetos mal feitos para captação de água e uso de energia, instalações de armazenamento e transportes precários. Outras causas de desperdício são as práticas comerciais modernas que incentivam a demanda por alimentos esteticamente perfeitos e formam consumidores sedentos por comprar quantidades excessivas.

A fim de reduzir os níveis atuais de desperdício de alimentos, as melhorias devem ser feitas em todas as fases da cadeia de produção, distribuição e de armazenamento, a partir do produtor /agricultor até chegar a casa do consumidor.

É imprescindível que o governo  crie medidas para  ajudar a diminuir os esbanjamentos, e desenvolva ações através da política alimentar para conscientizar os consumidores da necessidade da mudança de hábito na hora das compras.

Engenheiros, cientistas e agricultores têm os conhecimentos, ferramentas e sistemas que irão auxiliar na obtenção de ganhos de produtividade. Os estudos e desenvolvimentos tecnológicos por parte de pesquisadores, engenheiros e técnicos de múltiplas disciplinas serão necessários para conceber, instalar e manter instalações e equipamentos que melhoram os métodos atuais de produção de alimentos e  o manuseio do produto, desde o plantio inicial até o consumo humano.

Todas essas melhorias precisam ser apoiadas pela educação, treinamento e sistemas de gestão, a fim de melhorar o conhecimento prático da engenharia, evitar erros já cometidos pelas nações desenvolvidas, e garantir que os recursos sejam explorados  mantendo os mais altos níveis de eficácia.

Quer saber mais sobre o relatório produzido pela Institution of Mechanical Engineers? Acesse: 

http://www.imeche.org/Libraries/News/Global_Food_Waste_Not_Want_Not.sflb.ashx

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Sobre Janaina Alves dos Santos
Graduanda em Engenharia de Biossistemas na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos - USP - Pirassununga. Estagiária no Laboratório de Física Aplicada e Computacional - LAFAC.

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