A Batalha pela Soja: Alimentação x Energia

Grandes culturas como soja e milho estão muito bem posicionadas no mercado alimentício, como índices fornecidos pela FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) explicitam. Desde 2008, o mesmo órgão já previa que o Brasil mesmo ultrapassaria os Estados Unidos na produção desse insumo agrícola. A problemática básica apenas é que tanto o milho quanto a soja são utilizados atualmente também para produção de biocombustíveis, uma fonte energética que tem cada vez mais ganhado destaque mundial, isto pois as exigências quanto à utilização  de fontes renováveis na produção de combustíveis tem sido crescentes.

sojaNão é de destituir-se que fontes “verdes” sejam altamente recomendadas ao que se remete à diminuição de impactos ambientais, porém através dessas, consequências de cunho social são geradas; neste caso o aumento dos preços dessas fontes alimentícias no mercado. A soja, como a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) afirma, é utilizada na indústria alimentícia para produção de ração animal, extrato solúvel (leite de soja) e massas alimentícias. Logo, destinar boa parte da produção interna e externa para produção de biocombustíveis, significa a redução da incorporação da cultura em questão nos produtos citados anteriormente, e por assim dizer, ocasionar situações que prejudiquem o consumidor. Estima-se que atualmente 80% da produção de biodiesel no país seja realizada por meio da soja, o qual estes 80% representam 10% de toda a produção nacional do grão, segundo Améllio Dall’Agonol, pesquisador da EMBRAPA, o que querendo ou não atrapalha significativamente a exportação da mesma.

Em uma matéria divulgada no portal AgroDebate em 2013, é dito que a Índia, para dar conta do consumo, visa altamente importar a soja brasileira, isto devido a uma baixa na lavoura indiana. Portanto, aumentar o destino da soja para produção de biocombustíveis em território nacional, significa acarretar a falta deste produto num cenário exterior, e por consequência um possível aumento das crises alimentícias em países com alta densidade populacional como a China e a própria Índia. Além disso, acarreta o aumento do desmatamento de regiões como o Cerrado, onde se localiza o Mato Grosso, maior produtor do país, já que para equilibrar a produção de maneira a suprir as necessidades dos dois setores de aplicação é necessário o aumento de área cultivada, como afirma uma matéria divulgada no portal G1 também em 2013.

Sabe-se que a qualidade do biodiesel produzido através da oleaginosa em questão é de muito boa qualidade, o que pesa na hora da escolha da matéria prima verde. Sendo assim, é necessário que se encontre, através de pesquisas, alternativas tão eficazes quanto a utilização da soja na produção de biocombustíveis, e isto já vem sendo realizado. Em 2011, a revista Globo Rural publicou em seu portal a utilização de borra de café para produção de biodiesel, afirmando que através de cerca de 1kg da  mesma é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel.

 

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A Engenharia de Biossistemas é uma engenharia multidisciplinar, que envolve principalmente as áreas de exatas e biológicas, passando por algumas matérias de humanas que são importantes para o desenvolvimento profissional e pessoal de qualquer engenheiro. Com tanto conteúdo o Engenheiro de Biossistemas é preparado para buscar soluções eficientes para produção agropecuária integrando conhecimento e tecnologia. Dentre todas as atuações do profissional, ele encontra também na consultoria, um ótimo mercado de trabalho.

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O Engenheiro de Biossistemas além de criar novas tecnologias também é capaz de identificar problemas e propor soluções inovadoras para o sistema produtivo pensando sempre na sustentabilidade, redução de gastos e perdas durante o processo produtivo e claro maximizar a produção visando o aproveitamento máximo dos recursos disponíveis.

A consultoria é um serviço que está crescendo a cada dia tanto no setor empresarial quanto no agropecuário. Tomar decisões e escolher a melhor estratégia para o sucesso do negócio é uma atividade complexa que exige diversas habilidades do profissional envolvido, pois uma escolha pode trazer o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento.

Consultoria é a atividade profissional de transferência de conhecimentos contratada para formulação de diagnósticos ou soluções para necessidades específicas do cliente. Dessa maneira o consultor contratado tem grande responsabilidade sobre suas atitudes perante o serviço prestado.  Nesse sentido, características como competência, compromisso e conhecimento devem ser inerentes a um bom consultor.

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O cliente que deseja contratar esse serviço encontra no Engenheiro de Biossistemas um profissional completo que é capaz de resolver problemas complexos juntando todas as características indispensáveis de um bom consultor sendo, deste modo, o responsável pelo sucesso do negócio. Como a Engenharia de Biossistemas oferece forte base nas áreas de exatas e biológicas, o profissional consegue usar combinações matemáticas para aprimorar sistemas biológicos, conseguindo dessa maneira aumentar a produtividade e reduzir gastos. Essa combinação é desejo de qualquer empreendedor, pois garante resultados positivos ao negócio.

Dentre as áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas estão: Agricultura de Precisão, Georreferenciamento, Biocombustíveis e Energia, Construções Rurais e Ambiência, Desenvolvimento rural, Mecanização, Tecnologia Pós-Colheita, Zootecnia de Precisão,  Automação, ResíduosO profissional apresenta habilidades para criar e desenvolver produtos para serem usados nessas áreas, mas ele também é qualificado para prestar consultoria nesses meios fornecendo ao cliente a melhor solução para o desenvolvimento do negócio.

O Engenheiro do Biossistemas é um profissional completo preparado para prestar consultoria ao agronegócio oferecendo as melhores soluções para cada empreendimento, possibilitando, dessa maneira, o sucesso da produção.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

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Leia também: Entenda a profissão. Disponível em: https://portalbiossistemas.wordpress.com/entenda-a-profissao/

“Reuso Agrícola no Campus de Pirassununga”

A busca por sustentabilidade nos sistemas produtivos e a temática da gestão dos resíduos tem despertado discussões no âmbito da Universidade e da sociedade em geral. Na Universidade de São Paulo a criação da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) tem apoiado e fomentado iniciativas que contemplem educação ambiental e atividades engajadas dentro da política nacional de resíduos.  Em contrapartida, não tem como conceber a atuação do Engenheiro de Biossistemas sem considerar a geração de resíduos das atividades agropecuárias, e as soluções técnicas para  sustentabilidade do sistema produtivo. Diante deste cenário um grupo de docentes da FZEA, com apoio da Prefeitura do Campus (PUSP-P) e financiados pela SGA, Programa Aprender com Cultura e Extensão e pela FAPESP tem desenvolvido pesquisas e orientado alunos através do GEBio – Sistemas e Engenharia (Grupo de estudos em Biossistemas), na linha do “Reuso Agrícola”.
FZEA-CCPS-SGA

O aproveitamento integral e racional dos recursos da agricultura, assim como dos resíduos gerados pelos processos de produção, se torna cada vez mais necessário e real dentro das propriedades agrícolas. A variedade de resíduos orgânicos, no estado sólido e líquido, gerados dentro de um ambiente agrícola abrange uma grande diversidade de características, e quando manejados de maneira adequada, em muitos casos, são fontes potenciais de nutrientes e umidade aos cultivos, com capacidade de promover melhorias nas características físico-químicas do solo. Além de possibilitar a conservação dos recursos naturais, principalmente à qualidade dos corpos d’ água.

Reuso agricola - Estufa Profa Tamara

Estufa Reúso Agrícola – Profa. Tamara Maria Gomes

Foram aprovados e estão em andamento na FZEA/PUSP-P, dentro da linha de pesquisa “Reuso Agrícola”, três projetos intitulados: (i) Irrigação com águas residuárias de origem agroindústrial na cultura da beterraba (Foto 1); (ii) Reuso Agrícola: Irrigação com efluentes tratados de abatedouro no cultivo de pastagens; (iii) Integração das atividades agropecuárias do campus da USP de Pirassununga pela compostagem. Os projetos são coordenados pelo Prof. Fabrício Rossi e pela Profa. Tamara Maria Gomes e tem uma participação multidisciplinar, entre docentes e discentes dos cursos de Engenharia de Biossistemas, Zootecnia e Engenharia de Alimentos, além funcionários da FZEA e da Prefeitura do Campus.

Promover práticas sustentáveis em todas as atividades desenvolvidas visando à conservação dos recursos naturais é dever e obrigação de todas as pessoas, no caso da Universidade, torna-se uma responsabilidade ainda maior, pois é função dela criar o conhecimento e difundido-lo.

Autora: Profa. Dra. Tamara Maria Gomes
Colaboração: Prof. Fabrício Rossi
 
 
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Casca de banana é usada para despoluir água

bananaRestos da fruta são eficazes para retirar resíduos de atrazina e ametrina, pesticidas usados em lavouras, dos rios

A casca de banana pode ter uma utilidade super ecológica. É o que aponta uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear de Agricultura (Cena), da USP de Piracicaba. Os cientistas chegaram à conclusão que a casca é eficiente na despoluição de águas contaminadas com resíduos dos pesticidas atrazina e ametrina, comumente usados em lavouras de cana-de-açúcar e de milho.

As experiências foram feitas nos rios Capivari e Piracicaba, onde as águas estavam contaminadas com estes dois produtos. Após os primeiros testes, comprovou-se que os resíduos haviam desaparecido com eficiência das águas analisadas.

O método utiliza casca de banana triturada e peneirada, secas em forno (60ºC). Depois, ela é misturada a uma quantidade determinada de água, agitada e filtrada.

De acordo com os cientistas, a casca de banana é mais vantajosa que as demais metodologias (como remediações térmicas, químicas, físicas e fitorremediação). “Os processos tradicionais de tratamento de água não são suficientes para remover totalmente os resíduos de agrotóxicos para atingir o padrão de potabilidade e evitar riscos à saúde humana. É necessário que se faça a adoção de técnicas mais competentes e de baixo custo”, explicam Claudinéia Silva e Graziela Moura, responsáveis pelo estudo.

 Capacidade de absorção 

A casca da banana corresponde a 30% e 40% de seu peso total e até agora, vem sendo utilizada como complemento na produção de adubos, ração animal e produção de proteínas, etanol, metano, pectina e enzimas. É constituída de celulose, hemicelulose, pectina, clorofila e outros compostos de baixo peso molecular. Por isso, tem uma grande capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos.

Segundo Sérgio Monteiro, um dos autores da pesquisa, o método pode ser usado para tratamento de água de abastecimento público em regiões com intensa prática agrícola, como é o caso das cidades da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que são totalmente abastecidas pelo aquífero Guarani. “Os estudos para aplicação em grande escala ainda serão realizados, mas acreditamos que este processo seja a melhor alternativa”, diz.

Fonte

http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI338486-18532,00%20CASCA+DE+BANANA+E+USADA+PARA+DESPOLUIR+AGUA.html

Embrapa testa extrato vegetal em couro para evitar poluição do solo

ReduceReuseRecyclePesquisador de São Carlos, SP, começou o estudo há dez anos. Objetivo da técnica é retirar o metal cromo dos processos de curtimento

Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em São Carlos (SP) pode resolver o problema de curtumes do Brasil. A pesquisa usa extratos vegetais para tratar o couro e não poluir a natureza. O objetivo é retirar o metal cromo dos processos de curtimento e ainda aproveitar a água nos tratamentos.

Os estudos começaram há dez anos. A ideia é produzir um material sustentável, substituindo o uso do sulfato de cromo. O material deixa o couro mais bonito, porém é altamente poluente. “Ele pode atingir os lençóis freáticos no subsolo e contaminar as fontes. Esse resíduo não pode ser queimado, porque transforma o cromo e ele vira cancerígeno”, explicou o pesquisador Manoel Antonio Chagas Jacinto.

 No processo de curtimento, a Embrapa aposta em extratos vegetais, como acácia negra (encontrada no sul do país) e o quebracho (encontrado no Brasil, Argentina e Paraguai). “O ganho ambiental é muito grande. Já existe essa tecnologia há algum tempo, mas os industriais ainda resistem devido ao cromo ser mais barato”, disse o pesquisador. Nessa hora entra a figura do profissional formado em Engenharia de Biossistemas, que seria capaz de viabilizar economicamente esse produto.

Reuso da água

A água que sobra do processo que usa extratos vegetais vai para uma estação de tratamento. Após três dias, ocorre a separação do lodo, que pode ser usado na agricultura. A água pode ser reaproveitada no curtume e pode até ser jogada em córregos.

Com métodos assim, situações como a de Boa Esperança do Sul (SP) poderiam ser evitadas. Quase 500 mil quilos de resíduos com cromo foram encontrados em terrenos da cidade. A Prefeitura se comprometeu a liberar R$ 50 mil dos cofres públicos para retirar restos de couro descartados de forma irregular. Os retalhos despejados causam mau cheiro e trazem transtornos aos moradores há pelo menos cinco anos.

Couro amigo

Com os estudos feitos na Embrapa, o couro ‘ecofriendly’(amigavelmente ecológico) fica macio, resistente e pode ser usado para fazer calçados, bolsas, cintos e até mesmo na indústria automobilística. Esse tipo de material tem sido uma exigência de países europeus.

Segundo o pesquisador, consumidores mais atentos fazem questão de pensar no meio ambiente e o Brasil tem condições de abastecer esse mercado. “Apesar da nossa pele não ter boa qualidade, nós temos tecnologia e condições para melhorar o couro e podemos abastecer o mercado tanto nacional quanto internacional”, afirmou Jacinto.

Fonte: 

 http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2013/03/embrapa-testa-extrato-vegetal-em-couro-para-evitar-poluicao-do-solo.html

http://www.cppse.embrapa.br/embrapa-pecu-ria-sudeste-desenvolve-tecnologias-para-sustentabilidade-do-couro

Biorrefinarias: Realidade em 2014

Qual as duas mais importantes cadeias produtivas de agroenergia hoje no Brasil?download (4)

De acordo com o chefe geral da Embrapa Agroenergia , Manoel Teixeira Souza Jr., as principais vertentes são: produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e produção de biodiesel, principalmente da cultura de soja. Cadeias estas as quais já encontram, em biorrefinarias, um destino nobre para suas inúmeras pilhas de resíduos oriundos da produção. Estamos muito longe desta realidade?

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“Os conceitos de biorrefinaria e química verde enfocam este aproveitamento de modo que se tenham cadeias de valor similares àquelas dos derivados do petróleo, porém com menor impacto ao meio ambiente, contemplando sistemas integrados (matérias-primas, processos, produtos e resíduos) sustentáveis, de acordo com parâmetros técnicos que levam em consideração, entre outros aspectos, os balanços de energia e de massa, o ciclo de vida e a redução de gases do efeito estufa. Uma biorrefinaria pode integrar, em um mesmo espaço físico, processos de obtenção de biocombustíveis, produtos químicos, energia elétrica e calor.”(Silvio Vaz Jr.)

O que é uma biorrefinaria?

Podemos pensar que, quando comparados os valores agregados de um produto de 1ª geração e um produto de 2ª geração, a diferença encontrada é muito grande devido a valores de insumos e matérias primas elevados se pensarmos na participação estratégica da industria química para o fornecimento de tais insumos, de modo que tais produtos de 2ª geração (atualmente no mercado chamados de 2G), cujo matéria prima é residual de produção, podem ter um diferencial quando em questão os valores agregados e potenciais consumidores dos produtos das biorrefinarias, como industria química, concessionárias de energia, além da geração de calor (que é utilizado em processo de indústrias sucroalcooleiras, por exemplo) e destinação das grandes quantidades de resíduos oriundos da produção de açúcar e etanol. Estes produtos de 2ª geração, quando passados pelos processos adequados de pré-tratamento, podem dar origem a inúmeras fontes de investimento, como é o caso da lignina, que pode ser precursora de produtos químicos, com intuito de substituição principalmente dos de origem petrolífera, os quais são utilizados como antioxidantes, resinas fenólicas, preservantes de madeira, estabilizantes enzimáticos (UNITED STATES DEPARTMENT OF ENERGY, 2007), além de salientar que, segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos (U.S. Department of Energy), os derivados dos principais açucares obtidos da celulose e hemicelulose (hexose e pentose) que tem maior potencial industrial  são os ácidos carboxílicos (acido lático e succínico), assim como etanol  e sorbitol, de maneira que estes podem ser utilizados como solventes, combustível, monômeros para produção de plástico além da industria farmacêutica e química fina.imagem2

A matéria-prima de uma biorrefinaria pode ser a mais variável possível, tendo um maior enfoque para a importante substituição do petróleo por biomassa. Tal biomassa pode ser oriunda de diversas fontes, indica Embrapa Agroenergia, como as culturas de milho e mandioca, que são fontes ricas em amiláceas; cana-de-açúcar e sorgo sacarino que são ricos em sacarina; resíduos agrícolas e florestais ricos em biomassa lignocelulósica, entre outros, diferenciando entre si na maneira de acesso a tais açucares, sendo as sacarinas e amiláceas as mais simples e a biomassa lignocelulósica mais complexa. Segundo Vivian Chies (jornalista da Embrapa agroenergia), com a glicose (hexose), é possível produzir etanol, polímeros e produtos químicos de alto valor agregado conhecidos como blocos construtores ou intermediários, que dão origem a insumos para as industrias química, farmacêutica e alimentícia, produtos quais também podem ser obtidos da xilose.

A realidade chegou, segundo o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol. A tecnologia de biorrefinarias para a industria de etanol, ou seja, a produção de bioetanol de 2ª geração, terá seu inicio em escala industrial em 2014. De acordo com o instituto, esta tecnologia irá incrementar em 50% a produção atual de 20 milhões de etanol combustível no país.images3

Como qualquer outra nova tecnologia no mercado, a implementação exige um empenho no estudo de custos e principalmente neste caso competitividade com o etanol de 1ª geração, que tem seu custo de produção girando em torno de R$1,10 por litro, de modo que o almejado para o etanol de 2ª geração é de cerca de R$0,40 por litro. Segundo a noticia publicada pelo INCT Bioetanol, o custo do etanol de 2ª geração tende a cair devido os gastos que estão embutidos em terra e matéria-prima, que não são contabilizados para este tipo de produção, porém o investimento realizado para a montagem da fabrica é cerca de 30% maior que para a industria  tradicional produtora de etanol, pelo fato de o processo de produção ser mais sofisticado que tal tradicional. Os investimento vem e virão de vários lados e vertentes, as quais já visualizaram os benefícios os quais uma biorrefinaria trará para sua industria, como é o caso do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que anunciou uma planta de etanol celulósico. De acordo com o diretor de negócios e novas tecnologias do CTC, a fase pré-comercial tem inicio em 2014 e os equipamentos utilizados serão desenvolvidos por empresa austríaca; a Raizen prevê para o ano de 2014 a inauguração de sua primeira unidade industrial de etanol de 2ª geração no Brasil.

Acrescentando ainda como suporte para esta tecnologia o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) desenvolveu uma ferramenta de simulação computacional chamada Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC). De acordo com o diretor de programação e avaliação tecnológica do CTBE, Antonio Bonomi, tal ferramenta “foi concebida para avaliar, do ponto de vista de sustentabilidade, diferentes configurações de processos em uma biorrefinaria que opera com cana-de-açúcar como matéria-prima”. A BVC simula processos que facilitem a obtenção dos balanços de massas e energia, modelagem, otimização e avaliações socioeconômicas e ambientais. Esta biorrefinaria virtual baseia-se na elaboração de 3 estruturas básicas: plataforma de simulação da etapa agrícola, de processos industriais e de comercialização e uso; um software para calculo de impactos de sustentabilidade; um banco de dados com informações agrícolas e de processos, equipamentos e custos (CTBE,2012).

O futuro está em nossas mãos.

Saiba mais em:

http://www.cnpae.embrapa.br/imprensa/agroenergia-em-revista/AgroenergiaEmRevista_ed04.pdf

http://www.inctdobioetanol.com.br/not-art/7/Brasil%20vai%20produzir%20etanol%20de%20segunda%20gera%C3%A7%C3%A3o%20em%202014

http://www.cnpae.embrapa.br/publicacoes/livros-1/Biorrefinarias_CenariosPerspectiva.pdf

Desafios para a Engenharia do século XXI que a Engenharia de Biossistemas pode resolver

Em 15 de Fevereiro de 2008 a Academia Nacional de Engenharia dos EUA divulgou os grandes desafios para a Engenharia no século XXI. Uma comissão composta por especialistas de diversas áreas do conhecimento e de diferentes partes do Mundo listou 14 problemas que se resolvidos melhorariam a nossa forma de viver. Os desafios são:

* Tornar energia solar acessível;

* Fornecer energia a partir da fusão;

* Desenvolver métodos de seqüestro de carbono;

* Gerenciar o ciclo do nitrogênio;

* Proporcionar o acesso à água potável;

* Restaurar e melhorar a infra-estrutura urbana;

* Avançar o desenvolvimento da Informática na Saúde;

* Melhores medicamentos;

* Engenharia reversa do cérebro;

* Evitar terror nuclear;

* Ciberespaço seguro;

* Melhorar a realidade virtual;

* Avançar o desenvolvimento da aprendizagem personalizada;

* Desenvolver as ferramentas para a descoberta científica;

Uma das áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas: aumentar a produtividade da agricultura, utilizando-se tecnologias inovadoras.

Uma das áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas: aumentar a produtividade da agricultura, utilizando-se tecnologias inovadoras.

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