A Embrapa e suas novas tecnologias

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), visando a produção de conhecimento científico e desenvolvimento de técnicas de produção para a agricultura e a pecuária brasileira, desenvolveu um Veículo Aéreo não Tripulado (VANT), os chamados drones, a mais nova ferramenta tecnológica desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, para levar para a agricultura os avanços da engenharia espacial.

O chefe geral da Embrapa Instrumentação, Luiz Mattoso, conta que, além dos drones, a entidade também desenvolve softwares para a nova tecnologia. Mattoso explica que os drones poderão prever, por exemplo, o aparecimento de pragas.

Imagem– Os drones são o avanço dos aeromodelos, que são a evolução para mapeamento das propriedades rurais. Os softwares farão a interpretação das fotos dos mapas das propriedades, que ajudam a prever produtividade. Os drones sensores podem analisar a fertilidade, podendo ajudar a agricultura de precisão, além de prever pragas. Isso ajudará a monitorar e antecipar problemas da produção – acrescenta.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Lúcio André de Castro Jorge, as imagens captadas pelo vant, aliadas a uma boa técnica de geoprocessamento, são capazes de identificar com precisão a existência de pragas e falhas em lavouras, problemas de solo, além de áreas atingidas por erosão e assoreamento de rios.

As imagens coletadas pelos drones são de resolução superior às de satélites e podem ser analisadas com a ajuda de um programa de computador, que indica através de cores específicas os problemas que provocam prejuízos nas lavouras. As imagens mostram doenças, falhas, áreas atacadas com nematóides, plantas daninhas, deficiências hídricas, zoneamento de sítios homogêneos, monitoramento de culturas e estudos de conservação do solo.

A Embrapa também desenvolveu, junto ao Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, da Universidade Estadual de Campinas (Cepagri/Unicamp), uma nova versão do Sistema Agritempo.

O Agritempo é um sistema de monitoramento agrometeorológico disponível na internet que permite o acesso gratuito às informações meteorológicas e agrometeorológicas de todos os municípios brasileiros. Resultado da parceria entre várias instituições nacionais, é um consórcio que organiza e administra dados de um conjunto de mais de 1.400 estações meteorológicas espalhadas pelo país. Criado em 2003, o sistema está sendo aperfeiçoado para uma versão mais interativa e com funcionalidades que buscam atender aos interesses dos diversos públicos da Embrapa.

Embrapa Informática Agropecuária.

Embrapa Informática Agropecuária.

A pesquisadora da Embrapa Informática Agropecuária Luciana Alvim Santos Romani, líder do projeto, explica que a equipe está desenvolvendo uma plataforma computacional atualizada, aliada a uma interface baseada no conceito de web 2.0, que permite mais flexibilidade no uso dos recursos tecnológicos.

– Além de recursos que vão permitir visualizar melhor o sistema em celulares e tablets, ele será apresentado nos idiomas português, inglês, francês e espanhol, já que também é consultado por usuários internacionais – conta Luciana. Entre os novos recursos tecnológicos, destaca-se o uso de ferramentas de WebGis, que permitem a geração personalizada de uma série de mapas de previsão e monitoramento, além de gráficos de dados históricos, de acordo com critérios selecionados pelo usuário, como período e região desejada. A tecnologia foi avaliada por representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Meio Ambiente, Casas da Agricultura, universidades, institutos de pesquisa e instituições de assistência técnica e extensão rural.

Buscando um volume de produção agrícola que atenda às necessidades da população, o engenheiro de biossistemas se encaixa no desenvolvimento e atuação desses tipos de tecnologias, que envolvem o sistema produtivo do agronegócio. Esse profissional é responsável pela inovação e criação de sistemas que beneficiam e otimizam a produção no campo.

Fonte: Embrapa

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Precisando de consultoria? Procure um Engenheiro de Biossistemas

Dúvidas do seu negócio? Imagem retirada do Google.

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A Engenharia de Biossistemas é uma engenharia multidisciplinar, que envolve principalmente as áreas de exatas e biológicas, passando por algumas matérias de humanas que são importantes para o desenvolvimento profissional e pessoal de qualquer engenheiro. Com tanto conteúdo o Engenheiro de Biossistemas é preparado para buscar soluções eficientes para produção agropecuária integrando conhecimento e tecnologia. Dentre todas as atuações do profissional, ele encontra também na consultoria, um ótimo mercado de trabalho.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar direito. Imagem retirada do google.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar da maneira correta.

O Engenheiro de Biossistemas além de criar novas tecnologias também é capaz de identificar problemas e propor soluções inovadoras para o sistema produtivo pensando sempre na sustentabilidade, redução de gastos e perdas durante o processo produtivo e claro maximizar a produção visando o aproveitamento máximo dos recursos disponíveis.

A consultoria é um serviço que está crescendo a cada dia tanto no setor empresarial quanto no agropecuário. Tomar decisões e escolher a melhor estratégia para o sucesso do negócio é uma atividade complexa que exige diversas habilidades do profissional envolvido, pois uma escolha pode trazer o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento.

Consultoria é a atividade profissional de transferência de conhecimentos contratada para formulação de diagnósticos ou soluções para necessidades específicas do cliente. Dessa maneira o consultor contratado tem grande responsabilidade sobre suas atitudes perante o serviço prestado.  Nesse sentido, características como competência, compromisso e conhecimento devem ser inerentes a um bom consultor.

Quer aumentar sua produtividade? Consulte um Engenheiro de Biossistemas.

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O cliente que deseja contratar esse serviço encontra no Engenheiro de Biossistemas um profissional completo que é capaz de resolver problemas complexos juntando todas as características indispensáveis de um bom consultor sendo, deste modo, o responsável pelo sucesso do negócio. Como a Engenharia de Biossistemas oferece forte base nas áreas de exatas e biológicas, o profissional consegue usar combinações matemáticas para aprimorar sistemas biológicos, conseguindo dessa maneira aumentar a produtividade e reduzir gastos. Essa combinação é desejo de qualquer empreendedor, pois garante resultados positivos ao negócio.

Dentre as áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas estão: Agricultura de Precisão, Georreferenciamento, Biocombustíveis e Energia, Construções Rurais e Ambiência, Desenvolvimento rural, Mecanização, Tecnologia Pós-Colheita, Zootecnia de Precisão,  Automação, ResíduosO profissional apresenta habilidades para criar e desenvolver produtos para serem usados nessas áreas, mas ele também é qualificado para prestar consultoria nesses meios fornecendo ao cliente a melhor solução para o desenvolvimento do negócio.

O Engenheiro do Biossistemas é um profissional completo preparado para prestar consultoria ao agronegócio oferecendo as melhores soluções para cada empreendimento, possibilitando, dessa maneira, o sucesso da produção.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

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Leia também: Entenda a profissão. Disponível em: https://portalbiossistemas.wordpress.com/entenda-a-profissao/

A revolução dos bichos, plantas que falam e os tratores de James Cameron

Assisti dias atrás na internet uma palestra de um cara chamado Neil Harbisson, artista audiovisual inglês que nasceu com a síndrome da acromatopsia, o que só lhe permite enchergar o mundo em preto e branco. Ele esteve presente em uma conferência da TEDGlobal em 2012 – sigla para Tecnologia, Entretenimento e Design – evento reconhecido pela exposição de grandes ideias, já tendo recebido celebridades como Bill Clinton, Al Gore, os fundadores do Google e diversos ganhadores do prêmio nobel, só para citar alguns.

Sua invenção é um tanto peculiar e nos chama a atenção logo de cara. Já que ele não encherga as cores, por que não então ouví-las? Assim, desenvolveu um aparato chamado de “Eyeborg”, capaz de traduzir as frequências eletromagnéticas da luz que está em sua frente e enviá-las para um chip implantado atrás de sua cabeça. O chip converte as cores em ondas sonoras com base em uma escala, na qual cada cor (frequência de vibração da luz) está associada à uma nota musical. As ondas sonoras produzidas são conduzidas até os nervos auditivos de Neil através dos ossos, o que lhe permite perceber até mesmo o que não conseguimos naturalmente, como a luz infravermelha e ultravioleta.

Neil Harbisson e seu invento na TEDGlobal em 2012. Foto: James Duncan Davidson.

Neil Harbisson e seu invento na TEDGlobal em 2012. Foto: James Duncan Davidson.

Comecei a pensar se o cara é maluco ou se está vendo algo que ainda não enchergamos – literalmente. Segundo o artista inglês, deveríamos parar de criar aplicativos para dispositivos móveis, como celulares e tablets, e começarmos a desenvolver aplicativos para nossos próprios corpos, ampliando nossos sentidos. “Essa é uma das grandes mudanças que presenciaremos neste século”, afirma.

Ligando um pouco os fatos, começo a imaginar que talvez ele não seja tão alienado assim…

O que a Engenharia de Biossistemas tem a ver com isso?

A ideia contida nisso tudo se traduz na forma totalmente diferente a qual podemos interagir com o ambiente, nos tornando melhores naquilo que fazemos, ou ainda, autossuficientes em certas atividades. Acredito que no futuro da produção agropecuária, adotando-se tal inovação pode-se mudar a autonomia e relação entre os agentes.

Eis aqui algumas aplicações do conceito apresentado na TED – a tecnologia servindo como ponte para a tradução de sentidos e necessidades:

1 – A revolução dos bichos

Com uma maior independência, o conforto térmico ficará por conta de si próprio. Foto: revista Plantar.

Para o professor Iran José Oliveira da Silva, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (NUPEA) da ESALQ/USP, uma tendência na produção animal está nos próprios animais controlando o ambiente onde estão inseridos. Isso significa, em suas palavras, que serão eles que darão o sinal para o sistema eletrônico automatizado agir, tal como o acionamento de nebulizadores, cortinas e ventiladores. Isso poderia ser feito através de colares, pulseiras ou outros tipos de sensores ligados ao animal, imagino, que coletem a temperatura da superfície corpórea, batimentos cardíacos, frequência respiratória de uma amostragem do lote e envie para o sistema de controle. Não está muito distante de acontecer, há muitas pesquisas sendo realizadas no mundo, afirma o professor.

2 – Plantas que falam

#medaumcopodagua. Foto: Botanicalls.

#Medáumcopodágua. Foto: Botanicalls.

Desbravando a fronteira do inanimado, publicamos há algum tempo uma notícia sobre plantas que “mandam” mensagens de texto para o celular de seu dono e até mesmo publicam mensagens no twitter, pedindo que as reguem quando necessário. O sistema se baseia na análise do déficit hídrico sentido pela planta para a tomada de decisões, que neste caso, cabe a um ser humano. Entretanto, a rega poderia ser automatizada e comandada pela própria planta, de acordo com a “sede” que está sentindo. O conceito já nos é conhecido, trata-se da Agricultura de Precisão – prática que utiliza tecnologia avançada no campo para ganhos de produtividade. A grande sacada dos cientistas foi a tradução das informações obtidas da planta para uma linguagem mais prática.

3 – Máquinas mais inteligentes

Falta pouco para que as máquinas agirem sozinhas. Ou já estão fazendo? Foto: Google.

Falta pouco para as máquinas agirem sozinhas. Ou já o estão fazendo? Foto: Google.

Indo além, outra possibilidade seria a de máquinas agrícolas integradas via rede sem fio a um sistema de gerenciamento e que, de acordo com o número de horas trabalhadas, automaticamente agendem suas manutenções periódicas, abastecimentos e trocas de óleo, facilitando a operação de gestão da frota agrícola. Um sistema de conceito parecido está em desenvolvimento no Laboratório de Máquinas Agrícolas e Agricultura de Precisão (LAMAP) da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP. Seria esse o cenário vislumbrado por James Cameron há 29 anos quando lançou o exterminador do futuro – máquinas que possuem algum tipo de autoconsciência?

As possibilidades de aplicação dessa ideia no campo são inúmeras, mas para que a inovação chegue até lá basta um agente de transformação. Imagino que em breve teremos que encontrar um termo que substitua a ficção científica de nosso vocabulário, pois quase todas nossas ideias hoje já podem ser materializadas. A tecnologia atual pode nos ajudar tanto à realizar atividades de uma nova maneira, quanto para Neil Harbisson perceber se é um bom dia para se tomar sol.

E aí, curtiu? Veja mais

Neil Harbisson – “Eu ouço as cores”. Palestra na Ted 2012 (legendado em português).

Entrevista com o professor Iran José Oliveira da Silva – revista Avicultura Industrial, out/2012.

Plantas conectadas à internet com acesso a twitter e redes sociais

Como as impressoras 3D podem mudar o agronegócio (e nossas vidas)

Impressora 3D

The Form 1: Impressora desktop 3D de alta resolução (Foto: FormLabs).

Mini-fábricas portáteis – é como podemos chamar as impressoras 3D, invenção que toma corpo e ganha cada vez mais adeptos pelo mundo. Segundo alguns visionários, dentro de 5 anos será comum termos um modelo delas em casa, nas escolas, comércio e na indústria, tornando possível a confecção dos mais variados tipos de objetos que possamos imaginar.

Não existe um limite quando se trata de impressoras 3D. Enquanto muitos se contentam em produzir brinquedos e pequenas miniaturas, chefes de cozinha já trabalham com modelos que imprimem massas personalizadas ou até mesmo chocolate. Cientistas da Universidade de Heriot-Watt, na Escócia (naquele mesmo país onde clonaram a ovelha Dolly), foram um pouco além e desenvolveram um mecanismo que utiliza células tronco como “tinta”, podendo ser impressa pelo equipamento. Os cientistas acreditam que este seja o primeiro passo rumo à criação de órgãos.

Para que um objeto seja impresso é preciso que ele tenha sido, antes de tudo, construído num software de edição 3D, como o AutoCAD ou o SolidWorks. Para criar algo diferente, o único jeito é aprender a modelar do zero. Para isso existem inúmeras alternativas na internet, inclusive softwares e cursos gratuitos que ensinam a fazer tudo desde o início. Se quiser se aventurar, a MakerBot – uma das maiores fabricantes de impressoras 3D do mercado atualmente – disponibiliza uma vasta documentação a respeito, além de desenhos para impressão de mais de 40 mil objetos. A empresa comercializa também o Digitizer Desktop 3D Scanner, que utiliza uma combinação de câmeras e lasers, capaz de escanear praticamente qualquer objeto e gerar um arquivo digital.

Mas, quais as possibilidades que a impressora 3D pode trazer ao agronegócio? Confira algumas idéias mirabolantes (outras nem tanto).

1. Energias renováveis mais acessíveis

A aplicação de materiais de baixo custo para geração de energia a pequenos produtores pode ser uma solução para a ampliação de negócios e maior rentabilidade. Inovações a respeito de painéis fotovoltaicos surgem com certa frequência na internet e, assim como já estamos perto da impressão de tecidos humanos, a impressão de células fotovoltaicas a nível molecular, bem como suas estruturas de suporte, pode ser uma das possibilidades das impressoras 3D no futuro. Se preferir gerar energia pelo vento, protótipos de pequenos geradores eólicos já podem ser encontrados no site “Instructables” para impressão.

Para alguns donos de impressoras 3D, produzir determinados objetos em casa sai mais em conta do que comprar numa loja. A impressão de algumas peças ou mesmo equipamentos para geração de energia não apenas facilitaria o seu acesso, como descentralizaria sua produção, podendo afetar, em longo prazo, até mesmo as relações de compra e venda de energia.

2. Produzindo edifícios inteiros

Hoje, na construção civil, já é possível encontrar certos elementos e estruturas prediais pré-moldadas, como paredes, painéis, escadas, lajes, etc. Sua vantagem está na uniformidade dos materiais produzidos, maior controle sobre a qualidade e o design, como também um menor tempo de execução da obra, menor perda de materiais e menores custos operacionais. Com o avanço da tecnologia da impressão em 3D, aliado à nanotecnologia, será possível imprimir materiais mais eficientes que os já existentes, sendo projetados em geometrias pré-definidas, mais complexas e com melhores propriedades mecânicas, concebidos especialmente para cada tipo de ambiente e atividade agroindustrial. As impressoras 3D poderão um dia imprimir (em escala industrial) estufas inteiras, instalações de criação animal, de armazenagem de alimentos e insumos, mais eficientes que os atuais.

3. Maiores ganhos na produção de alimentos

No futuro haverá uma tendência para a produção de alimentos em casa. Não tem nada a ver com uma horta no quintal ou criar algumas galinhas. A empresa americana Modern Meadow desenvolve lá no Vale do Silício (EUA) um audacioso projeto para impressão de carne a partir de células e tecidos cultivados em laboratório. A ideia é fornecer uma alternativa à criação, abate e transporte de bovinos em massa, pois segundo os pesquisadores, a criação de gado é tida como uma das atividades agroindustriais mais impactantes que existe sobre o meio ambiente – demanda grandes quantidades de alimento, água, espaço e produz altas taxas de metano e efluentes.

Se não gostou da ideia, fique tranquilo! Ainda continuará existindo o sistema de criação convencional e as impressoras 3D poderão ser utilizadas para outros fins. Imagine só poder produzir de vacinas específicas na própria fazenda, desenvolver próteses para animais, objetos diversos como: comedouros e bebedouros, caixas para transporte de aves, pisos plásticos para a suinocultura, dentre muitas outras possibilidades.

E não para por ai! Planos recentes do governo Japonês para agricultura em áreas devastadas pelo tsunami preveem o uso da impressão em 3D para certos elementos do sistema de automação. Interessante, não?

E os Engenheiros de Biossistemas, como podem participar dessa revolução?

No curso oferecido pela Universidade de São Paulo os alunos adquirem conhecimentos específicos como desenho técnico, elementos de máquinas, resistência, ciência e tecnologia dos materiais, eletrônica, robótica, circuitos elétricos, dentre outros. As possibilidades de criação são imensas e, segundo especialistas, será possível a impressão de quase tudo que se possa imaginar, o quão logo a compatibilidade com diversos tipos de materiais nessas impressoras consiga aumentar.

Partes de bicos de pulverização, de aspersores, circuitos eletrônicos, objetos para uso na produção animal são alguns dos elementos que, em curto prazo, já poderiam ser fabricados em casa para suporte às atividades do agronegócio, tanto para reposição de peças, quanto para um início de uma atividade agropecuária, o que poderia reduzir o custo de um projeto ao produtor. O desafio está em tornar essa tecnologia (ainda emergente) mais acessível, com soluções adequadas aos interesses da produção agropecuária e, sobretudo, com geração de produtos de qualidade.

E você, como acha que essa tecnologia pode mudar as coisas? Deixe-nos um comentário.

Ficção Científica e o Engenheiro de Biossistemas

Quem nunca assistiu a um filme e pensou: “Isso não existe, é pura ficção científica!”. Mas, será que nos dias de hoje, todos esses aparatos tecnológicos ainda não são realidade? Com o desenvolvimento cada vez mais rápido da tecnologia a grande maioria dos filmes não são mais fruto do imaginário humano e sim uma realidade incorporada ao nosso dia-a-dia e o que ainda não chegou ao mercado para ser vendido já é pesquisado em avançados laboratórios para que o mais rápido possível seja disponibilizado a humanidade.

Atualmente para nós, celulares, computadores, tabletes,  internet, são tecnologias intrínsecas ao nosso cotidiano, no entanto para que tudo isso fosse criado, demasiado estudo, pesquisa e trabalho foram necessários para conseguir desenvolver tantos bens.

No campo essa realidade não é diferente, cada vez mais se tem criado tecnologias voltadas à área agrícola, pecuária e de alimentos. Nesse âmbito, o uso de sensores e softwares configuram a tecnologia de ponta que é usada nesse meio juntamente com o desenvolvimento cada vez mais preciso de máquinas que aumentam a produtividade, reduzem gastos e agregam valor ao produto final.

Nesse contexto, a automação se torna não só um item a mais na produção, mas também uma necessidade para o melhor desenvolvimento da área agrícola, pecuária e de alimentos podendo, dessa maneira, ser uma garantia de rentabilidade para o produtor.

Demasiados exemplos de tecnologias implantadas na agropecuária podem ser citados: como a automação da produção leiteira, o uso de sensores em granjas de suínos, aves e solo, máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas. Tanta tecnologia não para por aí.  Há também o uso de sensores sem fio capazes de coletar dados de áreas rurais e transmiti-los para uma central que poderá acionar os sistemas de adubação e irrigação automatizados apenas por comando de softwares programados para tomar decisões.

Um equipamento que também é constantemente empregado na agricultura é o GPS, ou sistema de posicionamento global, que em tempos atuais já guia a maior parte do plantio e colheita nas fazendas. Esse recurso juntamente com o emprego de softwares faz com que as máquinas sigam rigorosamente o espaçamento entre as linhas de plantio impedindo, dessa maneira, o mau aproveitamento do espaço.

Outra tecnologia que vem sendo pesquisada e desenvolvida em laboratórios é o uso de robôs para diversas finalidades, inclusive para ser empregado na agricultura e pecuária, o que antes era apenas ficção científica já começa a se tornar realidade dentro de laboratórios de pesquisa dessa área.

As vantagens do uso da tecnologia na agricultura e pecuária são diversas, uma delas é que através de técnicas inovadoras é possível  ter maior produtividade usando o mesmo espaço, ou um espaço menor, de terra para produção. Com isso os desperdícios são minimizados o que acarreta em mais alimentos disponíveis para a população e melhor aproveitamento dos recursos naturais, preservando, desse modo, o meio ambiente. Nesse âmbito, devemos levar em conta que a população mundial cresce a cada dia, mas os recursos disponíveis na terra continuam os mesmos, por isso o uso de equipamentos inovadores contribui de maneira benéfica para a produção de alimentos no mundo.

Os sistemas de precisão configuram o que chamamos de agricultura e zootecnia de precisão. Esses sistemas resultam na otimização dos gastos da produção e no aumento da produtividade. Dessa maneira, é possível notar que o uso de recursos tecnológicos trazem diversos benefícios para a produção agropecuária e de alimentos.

 Mesmo sendo um grande exportador de produtos alimentícios o Brasil ainda importa grande parte da tecnologia empregada nesse meio. O país, até então, permanece atrás de muitas nações quando se fala de ciência. Essa situação é acentuada pela falta de investimentos, profissionais especializados, conhecimento, pesquisa e incentivos para o crescimento dessa área.

Ainda falta muito para ser criado e a demanda por produtos tecnológicos e automação cresce absurdamente. O que precisamos fazer é criar nossa própria tecnologia e transformar ficção científica em pura realidade. E é nesse meio que o Engenheiro de Biossistemas encontra um mercado de trabalho promissor, pois esse profissional apresenta grande potencial para criação e inovação tecnológica, podendo assim contribuir com o desenvolvimento dos setores agrícola, pecuário e de alimentos do nosso país.  

Governo lança plano que prevê investimento de R$ 40 bilhões em inovação tecnológica

11980567Inova Empresa deve beneficiar negócios dos setores agrícola, industrial e de serviços

O governo federal lançou nesta quinta, dia 14, o Plano Inova Empresa, para tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global por meio da inovação tecnológica e aumento da produtividade. Os recursos, da ordem de R$ 32,9 bilhões, serão aplicados em 2013 e 2014 e beneficiarão empresas de todos os portes dos setores industrial, agrícola e de serviços.

Do total, R$ 20,9 bilhões serão ofertados por meio de crédito para empresas, com taxas de juros subsidiadas de 2,5% a 5% ao ano, quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. As subvenções econômicas às empresas representarão R$ 1,2 bilhão, enquanto o fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas, R$ 4,2 bilhões. O governo também vai aplicar R$ 2,2 bilhões em participação acionária em empresas de base tecnológica.

As linhas de financiamento serão executadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, apresentou o plano durante a reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no Palácio do Planalto, com a presença da presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, o Plano Inova Empresa é um passo para a consolidação da ciência, tecnologia e inovação como eixo estruturante e sustentado da economia brasileira.

Foi anunciado ainda o lançamento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que funcionará nos moldes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com orçamento de R$ 1 bilhão até 2014, a Embrapii terá o papel de incentivar a cooperação entre empresas brasileiras e institutos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

– Esse plano tem tudo a ver com a agricultura brasileira. Ele cria oportunidades bastante significativas para o empresário brasileiro interessado na agricultura – aponta o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

– Também haverão recursos que terão fundo perdido, recursos que serão definidos por editais, onde se definirá, por exemplo, uma questão de um laboratório, de uma vacina na área animal que seja um processo de inovação, de uma biofábrica que tenha um papel importante no controle de um inimigo natural, de uma questão diferente que venha a substituir a questão de um insumo, de um defensivo agrícola. Isso também terá uma forma de ter o apoio do governo – comentou o secretário de Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio Rocha.

O governo informou que o plano também deve receber mais R$ 3,5 bilhões por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para atividades de pesquisa e inovação no setor de telecomunicações. Esses recursos ainda dependem do término do processo de regulação do setor, que está sob consulta pública.

O comitê gestor do plano será formado pela Casa Civil da Presidência e pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior e da Fazenda, além da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

 Onde se encaixa a Engenharia de Biossistemas?

 A notícia do governo federal é muito boa para o campo de atuação do engenheiro de biossistemas, principalmente para aqueles que pretendem abrir sua própria empresa, já que o curso oferece certas disciplinas como administração e gestão, inovação e empreendedorismo que são bases para um futuro empresário, portanto o investimento inicial pode ser captado por esses incentivos dados pelo governo.

 Um dos grandes problemas que a humanidade terá que enfrentar nos próximos anos será produzir uma maior quantidade de alimentos devido ao aumento da população, isso sem elevar em grande número a área que hoje se usa para esses cultivos, para isso deve haver o aumento da produtividade nessas áreas, que somente com o uso de tecnologias poderão ser alcançados. Hoje em dia o acesso a essas ferramentas é muito restrito a grandes produtores, devido ao seu alto custo, pois em sua maioria são produtos oriundos de importação. Caberá ao engenheiro de biossistemas desenvolver essas tecnologias em território nacional (através de sua própria empresa, como é ideia do governo brasileiro), que terá como consequência um valor monetário menor e possibilitará o acesso de um maior número de produtores.

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2013/03/governo-lanca-plano-que-preve-investimento-de-r-40-bilhoes-em-inovacao-tecnologica-4074328.html

Precisão Fundamentada – Robôs

Agricultura de precisão é um tema muito citado hoje em dia pelos agricultores, principalmente quando os assuntos são reduções de custos por hectare e consequentemente uma maior lucratividade juntamente com agregação de um maior valor ao produto. Quando falamos em “precisão” podemos citar ações que são extremamente regulares em sua execução, ações que envolvem alta exatidão de desenvolvimento, totalmente relacionada a processos de otimização, e principalmente nos dias atuais, sem deixar de lado a tecnologia. De acordo com o macroprograma de agricultura de precisão da Embrapa “as tecnologias geradas pelo uso da agricultura de precisão tem por objetivo detectar, monitorar e manejar a variabilidade espacial e temporal dos sistemas de produção agropecuários buscando a otimização de tais, podendo dessa forma contribuir para a racionalização da produção agropecuária e florestal, reduzindo as perdas e o impacto ambiental, aumentando a renda dos produtores rurais, e contribuindo ainda com os sistemas de rastreamento.”

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O uso da Agricultura de precisão enfrenta diversas barreiras como desenvolvimento de metodologias para a pesquisa na propriedade agrícola assim como avaliação do produto final, salientando ainda para a falta de especialização nas tecnologias de otimização de tais sistemas, além de incompatibilidade entre os firmwares e softwares de aquisição de dados com atuadores e sensores, defrontando uma cultura muito radical quanto à aceitação de tais inovações para a este meio de desenvolvimento. Porém a incompatibilidade entre sensores, atuadores, softwares e firmwares citada acima já pode ser resolvida através de um sistema de compatibilização chamado de “Fieldbus”, ou seja, uma rede de dispositivos para automação que compartilham um único meio de comunicação de dados.

A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) em conjunto com a Embrapa,a empresa Jacto e o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento desenvolveram uma plataforma robótica modular e multifuncional, cujo nome “Agribot” chama atenção para “bot” na Agricultura, para aquisição de dados em agricultura de precisão, com ajuda da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). O robô desenvolvido pelo grupo chamado “Grupo de Robótica Agrícola” da EESC, é uma inovação para a agricultura brasileira em todos os aspectos. Constituída por dois subsistemas principais sendo eles:

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  • Plataforma robótica base, constituída por sistemas eletrônicos, mecânicos, como “tração” nas quatro rodas permitindo sua locomoção pelas diversas topografias encontradas no ambiente agrícola
  • Módulos complementares, a principio compostos por módulo de localização e navegação autônoma, através da utilização de um sistema de GPS, sensores inerciais e sensores de escaneamento a laser dos ambientes de estudo e caracterização.

Este ultimo “elemento” do robô é compostos por bases as quais recebem subsistemas de inúmeras funções de modo a trazer flexibilidade de aplicação para o conjunto modular visando utilização em um amplo campo de atuações. As imagens capitadas pelo “Agribot” são realizadas através de um sistema computacional ligados diretamente com o sistema de navegação da plataforma robótica devido à conexão entre informações de processamento de algoritmos de controle de navegação, de coleta e rotina de transmissão de dados, sendo a rede de transmissão de dados utilizada a chamada CAN (Controller Area Network), o qual utiliza de 64 bits para “transporte” de tais dados. A comunicação sem fio ocorre por teleoperação e troca de informação entre plataforma robótica e estação de operação que funciona alocada em uma carreta acoplada a um veículo. Além da utilização do sistema de compatibilização de dados entre os softwares embarcado, chamado usualmente de “Fieldbus”. O projeto também desenvolve em paralelo um braço robótico articulado, portátil com movimentação, posicionamento e suporte de tarefas a serem realizadas que interagem com o ambiente.

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A conscientização dos possíveis consumidores de uma tecnologia de precisão é fundamental para o desenvolvimento saudável da mesma, de modo que isto pode ser feito, a principio seguindo um padrão da Embrapa, através de formulários simples os quais visam coletas de dados relacionados à propriedade como tipo de cultura praticada nesta, se tal propriedade utiliza de Agricultura de precisão, qual é o tamanho destinado a este tipo de atividade, como esta é desenvolvida e se o uso desta inovação tem trazido algum benefício para o proprietário.

“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” Albert Einstein

Saiba mais:

Macroprograma de Agricultura de Precisão – Embrapa

Grupo de Robótica Agrícola

Isobus

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