A Batalha pela Soja: Alimentação x Energia

Grandes culturas como soja e milho estão muito bem posicionadas no mercado alimentício, como índices fornecidos pela FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) explicitam. Desde 2008, o mesmo órgão já previa que o Brasil mesmo ultrapassaria os Estados Unidos na produção desse insumo agrícola. A problemática básica apenas é que tanto o milho quanto a soja são utilizados atualmente também para produção de biocombustíveis, uma fonte energética que tem cada vez mais ganhado destaque mundial, isto pois as exigências quanto à utilização  de fontes renováveis na produção de combustíveis tem sido crescentes.

sojaNão é de destituir-se que fontes “verdes” sejam altamente recomendadas ao que se remete à diminuição de impactos ambientais, porém através dessas, consequências de cunho social são geradas; neste caso o aumento dos preços dessas fontes alimentícias no mercado. A soja, como a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) afirma, é utilizada na indústria alimentícia para produção de ração animal, extrato solúvel (leite de soja) e massas alimentícias. Logo, destinar boa parte da produção interna e externa para produção de biocombustíveis, significa a redução da incorporação da cultura em questão nos produtos citados anteriormente, e por assim dizer, ocasionar situações que prejudiquem o consumidor. Estima-se que atualmente 80% da produção de biodiesel no país seja realizada por meio da soja, o qual estes 80% representam 10% de toda a produção nacional do grão, segundo Améllio Dall’Agonol, pesquisador da EMBRAPA, o que querendo ou não atrapalha significativamente a exportação da mesma.

Em uma matéria divulgada no portal AgroDebate em 2013, é dito que a Índia, para dar conta do consumo, visa altamente importar a soja brasileira, isto devido a uma baixa na lavoura indiana. Portanto, aumentar o destino da soja para produção de biocombustíveis em território nacional, significa acarretar a falta deste produto num cenário exterior, e por consequência um possível aumento das crises alimentícias em países com alta densidade populacional como a China e a própria Índia. Além disso, acarreta o aumento do desmatamento de regiões como o Cerrado, onde se localiza o Mato Grosso, maior produtor do país, já que para equilibrar a produção de maneira a suprir as necessidades dos dois setores de aplicação é necessário o aumento de área cultivada, como afirma uma matéria divulgada no portal G1 também em 2013.

Sabe-se que a qualidade do biodiesel produzido através da oleaginosa em questão é de muito boa qualidade, o que pesa na hora da escolha da matéria prima verde. Sendo assim, é necessário que se encontre, através de pesquisas, alternativas tão eficazes quanto a utilização da soja na produção de biocombustíveis, e isto já vem sendo realizado. Em 2011, a revista Globo Rural publicou em seu portal a utilização de borra de café para produção de biodiesel, afirmando que através de cerca de 1kg da  mesma é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel.

 

Anúncios

Engenheiro(a) de Biossistemas tem mercado para atuar no Brasil?

Estudando Engenharia de Biossistemas na Universidade de São Paulo, na cidade de Pirassununga-SP, e morando em outra cidade, costumo viajar de ônibus no trajeto casa-faculdade, aos finais de semana. Durante essas viagens já escutei alguns graduandos em Engenharia de Biossistemas explicando mais sobre o curso para os passageiros ao seu redor, visto que a palavra Biossistemas causa bastante interesse nas pessoas, por geralmente desconhecerem o seu significado.

Engenharia de Biossistemas.

Explicar o que é o curso de Engenharia de Biossistemas é sempre um grande desafio, pois muitas vezes as pessoas confundem o significado com outros cursos semelhantes, como Engenharia Agrícola, Agronômica, Ambiental, Química, além de Biotecnologia, Zootecnia, Biomedicina e Ciências Ambientais. Vale destacar o seguinte texto que visa expôr formas de se explicar o que é a Engenharia de Biossistemas: Como explicar o que é a Engenharia de Biossistemas.

A outra pergunta que geralmente é feita é sobre a possibilidade de conseguir emprego na área, visto que o curso é relativamente novo, considerando-se outras graduações, como a Engenharia Agrícola e a Zootecnia, por exemplo.  Essa pergunta é também muito importante, e por isso o objetivo do presente texto é sugerir uma abordagem para nortear possíveis respostas sobre empregabilidade para Engenheiros de Biossistemas.

O curso de Engenharia de Biossistemas possui enfoque principal nas quatro seguintes áreas: Agricultura de Precisão, Zootecnia de Precisão, Bioenergia e Biomateriais. Visto que o curso é de Engenharia, a abordagem feita visa o desenvolvimento e manutenção de tecnologias dessas áreas, incluindo a parte de inovação e empreendedorismo. Sobre a empregabilidade, basta destacar as seguintes informações:

  1. Agricultura de Precisão: O Brasil foi o maior exportador mundial de soja, milho, açúcar, café e suco de laranja, na safra 2012/2013.
  2. Zootecnia de Precisão: O Brasil foi o maior exportador mundial de carne de bovinos e carne de aves, no período 2012/2013.
  3. Bioenergia: O Brasil é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar.
  4. Biomateriais: Apesar de não haver um ranking público sobre produção e exportação de biomateriais, o potencial do Brasil em produzí-los é enorme, visto a grande quantia de resíduos gerados pelas atividades agropecuárias.

O Brasil se destaca pela representatividade mundial em todas as possíveis áreas de atuação dos Engenheiros de Biossistemas, com imenso potencial de crescimento.

Apesar de ocupar a posição de liderança na exportação de muitos produtos agrícolas, sabe-se que a produtividade – isto é, a produção por unidade de área – ainda é muito reduzida para algumas culturas, e portanto existe grande potencial para otimização destas, através da tecnificação dos processos, desenvolvida e implementada por Engenheiros de Biossistemas. Além da produtividade, sabe-se que a qualidade de muitos produtos, como da carne bovina, pode ser elevada através de melhores manejos, certificações e tecnificação dos processos, que também podem ser desenvolvidas por este profissional. Óbviamente o Engenheiro de Biossistemas não atuará sozinho no desenvolvimento do seu trabalho, pelo contrário, espera-se que ele possa participar de um grupo multidisciplinar, conciliando o conhecimento dos diversos profissionais e viabilizando que novas tecnologias possam ser desenvolvidas ou aprimoradas com sustentabilidade.

Da próxima vez que lhe perguntarem sobre a empregabilidade, ou sobre o que o Engenheiro de Biossistemas faz, não se esqueça das quatro áreas de atuação: Agricultura de Precisão, Zootecnia de Precisão, Bioenergia e Biomateriais, assim como da representatividade brasileira nessas áreas, seguida pelo imenso potencial de otimização que ainda carece de profissionais: os Engenheiros de Biossistemas.

A Semana Acadêmica da FZEA/USP e a Engenharia de Biossistemas

Os estudantes da graduação de Engenharia de Biossistemas da Universidade de São Paulo, mais uma vez terão a oportunidade de conhecer empresas e centros de pesquisa  em que poderão trabalhar, através da II Semana Acadêmica da FZEA/USP.

II Semana Acadêmica da FZEA/USP

II Semana Acadêmica da FZEA/USP

A Semana Acadêmica (SEMAC) da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) possui como título Integração Acadêmica no Agronegócio e é um evento desenvolvido especialmente para os alunos de graduação, os quais poderão conhecer um pouco mais sobre as áreas de interesse de seu curso, por meio de palestras de empresários, professores e representantes comerciais, assim como visitas a faculdades e empresas. A SEMAC também é uma ótima oportunidade para o contato com empresas de interesse dos próprios alunos, pois muitas vezes o palestrante é um recrutador ou até mesmo um Diretor Geral da empresa.

Para os alunos de Engenharia de Biossistemas, foram definidos os seguintes blocos: Construções e Ambiência, Energia, Instrumentação Agropecuária e Sustentabilidade. Cada estudante poderá escolher apenas 1 (um) bloco, e o cronograma completo com o detalhamento de cada bloco pode ser acessado em SEMAC – Eng. de Biossistemas. Foram convidadas empresas de diferentes portes para o evento, de forma a enriquecer o aprendizado dos alunos. Citam-se as seguintes empresas: Associação Brasileira de Energia Eólica, para o bloco de Energia; CASE IH, líder no setor de equipamentos agrícolas, para o bloco de Instrumentação Agropecuária; Big Dutchman, maior empresa de fabricação e comercialização de equipamentos para criação de aves e suínos do mundo, para o bloco de Construções e Ambiência; e Rain Bird Brasil, maior fabricante de equipamentos de irrigação no mundo, para o bloco de Sustentabilidade.

O evento ocorrerá entre os dias 21 e 25 de Outubro de 2013, na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, da Universidade de São Paulo, no campus de Pirassununga/SP. As inscrições ocorrerão de 14 a 17 de Outubro, no saguão do Prédio Central da Faculdade, das 11 às 13:30 hrs. Os cursos de graduação envolvidos, além da Engenharia de Biossistemas, são: Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária e Zootecnia. Dada a dimensão e importância do evento, não serão ministradas aulas para a graduação durante esse período.

Precisando de consultoria? Procure um Engenheiro de Biossistemas

Dúvidas do seu negócio? Imagem retirada do Google.

Dúvidas do seu negócio?

Está passando por problemas na sua produção agropecuária?

Deseja aprimorar o projeto de energia da sua  propriedade?

Quer automatizar suas estufas ou galpões de criação?

Pretende aumentar a produtividade do seu negócio?

Você precisa de soluções inteligentes e comprometimento?

O que você precisa é de uma boa consultoria. Não sabe quem procurar?!

Não se preocupe! Procure um Engenheiro de Biossistemas e encontre a solução apropriada para maximizar sua produção e aumentar seu lucro.

A Engenharia de Biossistemas é uma engenharia multidisciplinar, que envolve principalmente as áreas de exatas e biológicas, passando por algumas matérias de humanas que são importantes para o desenvolvimento profissional e pessoal de qualquer engenheiro. Com tanto conteúdo o Engenheiro de Biossistemas é preparado para buscar soluções eficientes para produção agropecuária integrando conhecimento e tecnologia. Dentre todas as atuações do profissional, ele encontra também na consultoria, um ótimo mercado de trabalho.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar direito. Imagem retirada do google.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar da maneira correta.

O Engenheiro de Biossistemas além de criar novas tecnologias também é capaz de identificar problemas e propor soluções inovadoras para o sistema produtivo pensando sempre na sustentabilidade, redução de gastos e perdas durante o processo produtivo e claro maximizar a produção visando o aproveitamento máximo dos recursos disponíveis.

A consultoria é um serviço que está crescendo a cada dia tanto no setor empresarial quanto no agropecuário. Tomar decisões e escolher a melhor estratégia para o sucesso do negócio é uma atividade complexa que exige diversas habilidades do profissional envolvido, pois uma escolha pode trazer o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento.

Consultoria é a atividade profissional de transferência de conhecimentos contratada para formulação de diagnósticos ou soluções para necessidades específicas do cliente. Dessa maneira o consultor contratado tem grande responsabilidade sobre suas atitudes perante o serviço prestado.  Nesse sentido, características como competência, compromisso e conhecimento devem ser inerentes a um bom consultor.

Quer aumentar sua produtividade? Consulte um Engenheiro de Biossistemas.

Quer aumentar sua produtividade? Consulte um Engenheiro de Biossistemas.

O cliente que deseja contratar esse serviço encontra no Engenheiro de Biossistemas um profissional completo que é capaz de resolver problemas complexos juntando todas as características indispensáveis de um bom consultor sendo, deste modo, o responsável pelo sucesso do negócio. Como a Engenharia de Biossistemas oferece forte base nas áreas de exatas e biológicas, o profissional consegue usar combinações matemáticas para aprimorar sistemas biológicos, conseguindo dessa maneira aumentar a produtividade e reduzir gastos. Essa combinação é desejo de qualquer empreendedor, pois garante resultados positivos ao negócio.

Dentre as áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas estão: Agricultura de Precisão, Georreferenciamento, Biocombustíveis e Energia, Construções Rurais e Ambiência, Desenvolvimento rural, Mecanização, Tecnologia Pós-Colheita, Zootecnia de Precisão,  Automação, ResíduosO profissional apresenta habilidades para criar e desenvolver produtos para serem usados nessas áreas, mas ele também é qualificado para prestar consultoria nesses meios fornecendo ao cliente a melhor solução para o desenvolvimento do negócio.

O Engenheiro do Biossistemas é um profissional completo preparado para prestar consultoria ao agronegócio oferecendo as melhores soluções para cada empreendimento, possibilitando, dessa maneira, o sucesso da produção.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

Leia também: Entenda a profissão. Disponível em: https://portalbiossistemas.wordpress.com/entenda-a-profissao/

Como as impressoras 3D podem mudar o agronegócio (e nossas vidas)

Impressora 3D

The Form 1: Impressora desktop 3D de alta resolução (Foto: FormLabs).

Mini-fábricas portáteis – é como podemos chamar as impressoras 3D, invenção que toma corpo e ganha cada vez mais adeptos pelo mundo. Segundo alguns visionários, dentro de 5 anos será comum termos um modelo delas em casa, nas escolas, comércio e na indústria, tornando possível a confecção dos mais variados tipos de objetos que possamos imaginar.

Não existe um limite quando se trata de impressoras 3D. Enquanto muitos se contentam em produzir brinquedos e pequenas miniaturas, chefes de cozinha já trabalham com modelos que imprimem massas personalizadas ou até mesmo chocolate. Cientistas da Universidade de Heriot-Watt, na Escócia (naquele mesmo país onde clonaram a ovelha Dolly), foram um pouco além e desenvolveram um mecanismo que utiliza células tronco como “tinta”, podendo ser impressa pelo equipamento. Os cientistas acreditam que este seja o primeiro passo rumo à criação de órgãos.

Para que um objeto seja impresso é preciso que ele tenha sido, antes de tudo, construído num software de edição 3D, como o AutoCAD ou o SolidWorks. Para criar algo diferente, o único jeito é aprender a modelar do zero. Para isso existem inúmeras alternativas na internet, inclusive softwares e cursos gratuitos que ensinam a fazer tudo desde o início. Se quiser se aventurar, a MakerBot – uma das maiores fabricantes de impressoras 3D do mercado atualmente – disponibiliza uma vasta documentação a respeito, além de desenhos para impressão de mais de 40 mil objetos. A empresa comercializa também o Digitizer Desktop 3D Scanner, que utiliza uma combinação de câmeras e lasers, capaz de escanear praticamente qualquer objeto e gerar um arquivo digital.

Mas, quais as possibilidades que a impressora 3D pode trazer ao agronegócio? Confira algumas idéias mirabolantes (outras nem tanto).

1. Energias renováveis mais acessíveis

A aplicação de materiais de baixo custo para geração de energia a pequenos produtores pode ser uma solução para a ampliação de negócios e maior rentabilidade. Inovações a respeito de painéis fotovoltaicos surgem com certa frequência na internet e, assim como já estamos perto da impressão de tecidos humanos, a impressão de células fotovoltaicas a nível molecular, bem como suas estruturas de suporte, pode ser uma das possibilidades das impressoras 3D no futuro. Se preferir gerar energia pelo vento, protótipos de pequenos geradores eólicos já podem ser encontrados no site “Instructables” para impressão.

Para alguns donos de impressoras 3D, produzir determinados objetos em casa sai mais em conta do que comprar numa loja. A impressão de algumas peças ou mesmo equipamentos para geração de energia não apenas facilitaria o seu acesso, como descentralizaria sua produção, podendo afetar, em longo prazo, até mesmo as relações de compra e venda de energia.

2. Produzindo edifícios inteiros

Hoje, na construção civil, já é possível encontrar certos elementos e estruturas prediais pré-moldadas, como paredes, painéis, escadas, lajes, etc. Sua vantagem está na uniformidade dos materiais produzidos, maior controle sobre a qualidade e o design, como também um menor tempo de execução da obra, menor perda de materiais e menores custos operacionais. Com o avanço da tecnologia da impressão em 3D, aliado à nanotecnologia, será possível imprimir materiais mais eficientes que os já existentes, sendo projetados em geometrias pré-definidas, mais complexas e com melhores propriedades mecânicas, concebidos especialmente para cada tipo de ambiente e atividade agroindustrial. As impressoras 3D poderão um dia imprimir (em escala industrial) estufas inteiras, instalações de criação animal, de armazenagem de alimentos e insumos, mais eficientes que os atuais.

3. Maiores ganhos na produção de alimentos

No futuro haverá uma tendência para a produção de alimentos em casa. Não tem nada a ver com uma horta no quintal ou criar algumas galinhas. A empresa americana Modern Meadow desenvolve lá no Vale do Silício (EUA) um audacioso projeto para impressão de carne a partir de células e tecidos cultivados em laboratório. A ideia é fornecer uma alternativa à criação, abate e transporte de bovinos em massa, pois segundo os pesquisadores, a criação de gado é tida como uma das atividades agroindustriais mais impactantes que existe sobre o meio ambiente – demanda grandes quantidades de alimento, água, espaço e produz altas taxas de metano e efluentes.

Se não gostou da ideia, fique tranquilo! Ainda continuará existindo o sistema de criação convencional e as impressoras 3D poderão ser utilizadas para outros fins. Imagine só poder produzir de vacinas específicas na própria fazenda, desenvolver próteses para animais, objetos diversos como: comedouros e bebedouros, caixas para transporte de aves, pisos plásticos para a suinocultura, dentre muitas outras possibilidades.

E não para por ai! Planos recentes do governo Japonês para agricultura em áreas devastadas pelo tsunami preveem o uso da impressão em 3D para certos elementos do sistema de automação. Interessante, não?

E os Engenheiros de Biossistemas, como podem participar dessa revolução?

No curso oferecido pela Universidade de São Paulo os alunos adquirem conhecimentos específicos como desenho técnico, elementos de máquinas, resistência, ciência e tecnologia dos materiais, eletrônica, robótica, circuitos elétricos, dentre outros. As possibilidades de criação são imensas e, segundo especialistas, será possível a impressão de quase tudo que se possa imaginar, o quão logo a compatibilidade com diversos tipos de materiais nessas impressoras consiga aumentar.

Partes de bicos de pulverização, de aspersores, circuitos eletrônicos, objetos para uso na produção animal são alguns dos elementos que, em curto prazo, já poderiam ser fabricados em casa para suporte às atividades do agronegócio, tanto para reposição de peças, quanto para um início de uma atividade agropecuária, o que poderia reduzir o custo de um projeto ao produtor. O desafio está em tornar essa tecnologia (ainda emergente) mais acessível, com soluções adequadas aos interesses da produção agropecuária e, sobretudo, com geração de produtos de qualidade.

E você, como acha que essa tecnologia pode mudar as coisas? Deixe-nos um comentário.

Biorrefinarias: Realidade em 2014

Qual as duas mais importantes cadeias produtivas de agroenergia hoje no Brasil?download (4)

De acordo com o chefe geral da Embrapa Agroenergia , Manoel Teixeira Souza Jr., as principais vertentes são: produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e produção de biodiesel, principalmente da cultura de soja. Cadeias estas as quais já encontram, em biorrefinarias, um destino nobre para suas inúmeras pilhas de resíduos oriundos da produção. Estamos muito longe desta realidade?

imagem

“Os conceitos de biorrefinaria e química verde enfocam este aproveitamento de modo que se tenham cadeias de valor similares àquelas dos derivados do petróleo, porém com menor impacto ao meio ambiente, contemplando sistemas integrados (matérias-primas, processos, produtos e resíduos) sustentáveis, de acordo com parâmetros técnicos que levam em consideração, entre outros aspectos, os balanços de energia e de massa, o ciclo de vida e a redução de gases do efeito estufa. Uma biorrefinaria pode integrar, em um mesmo espaço físico, processos de obtenção de biocombustíveis, produtos químicos, energia elétrica e calor.”(Silvio Vaz Jr.)

O que é uma biorrefinaria?

Podemos pensar que, quando comparados os valores agregados de um produto de 1ª geração e um produto de 2ª geração, a diferença encontrada é muito grande devido a valores de insumos e matérias primas elevados se pensarmos na participação estratégica da industria química para o fornecimento de tais insumos, de modo que tais produtos de 2ª geração (atualmente no mercado chamados de 2G), cujo matéria prima é residual de produção, podem ter um diferencial quando em questão os valores agregados e potenciais consumidores dos produtos das biorrefinarias, como industria química, concessionárias de energia, além da geração de calor (que é utilizado em processo de indústrias sucroalcooleiras, por exemplo) e destinação das grandes quantidades de resíduos oriundos da produção de açúcar e etanol. Estes produtos de 2ª geração, quando passados pelos processos adequados de pré-tratamento, podem dar origem a inúmeras fontes de investimento, como é o caso da lignina, que pode ser precursora de produtos químicos, com intuito de substituição principalmente dos de origem petrolífera, os quais são utilizados como antioxidantes, resinas fenólicas, preservantes de madeira, estabilizantes enzimáticos (UNITED STATES DEPARTMENT OF ENERGY, 2007), além de salientar que, segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos (U.S. Department of Energy), os derivados dos principais açucares obtidos da celulose e hemicelulose (hexose e pentose) que tem maior potencial industrial  são os ácidos carboxílicos (acido lático e succínico), assim como etanol  e sorbitol, de maneira que estes podem ser utilizados como solventes, combustível, monômeros para produção de plástico além da industria farmacêutica e química fina.imagem2

A matéria-prima de uma biorrefinaria pode ser a mais variável possível, tendo um maior enfoque para a importante substituição do petróleo por biomassa. Tal biomassa pode ser oriunda de diversas fontes, indica Embrapa Agroenergia, como as culturas de milho e mandioca, que são fontes ricas em amiláceas; cana-de-açúcar e sorgo sacarino que são ricos em sacarina; resíduos agrícolas e florestais ricos em biomassa lignocelulósica, entre outros, diferenciando entre si na maneira de acesso a tais açucares, sendo as sacarinas e amiláceas as mais simples e a biomassa lignocelulósica mais complexa. Segundo Vivian Chies (jornalista da Embrapa agroenergia), com a glicose (hexose), é possível produzir etanol, polímeros e produtos químicos de alto valor agregado conhecidos como blocos construtores ou intermediários, que dão origem a insumos para as industrias química, farmacêutica e alimentícia, produtos quais também podem ser obtidos da xilose.

A realidade chegou, segundo o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol. A tecnologia de biorrefinarias para a industria de etanol, ou seja, a produção de bioetanol de 2ª geração, terá seu inicio em escala industrial em 2014. De acordo com o instituto, esta tecnologia irá incrementar em 50% a produção atual de 20 milhões de etanol combustível no país.images3

Como qualquer outra nova tecnologia no mercado, a implementação exige um empenho no estudo de custos e principalmente neste caso competitividade com o etanol de 1ª geração, que tem seu custo de produção girando em torno de R$1,10 por litro, de modo que o almejado para o etanol de 2ª geração é de cerca de R$0,40 por litro. Segundo a noticia publicada pelo INCT Bioetanol, o custo do etanol de 2ª geração tende a cair devido os gastos que estão embutidos em terra e matéria-prima, que não são contabilizados para este tipo de produção, porém o investimento realizado para a montagem da fabrica é cerca de 30% maior que para a industria  tradicional produtora de etanol, pelo fato de o processo de produção ser mais sofisticado que tal tradicional. Os investimento vem e virão de vários lados e vertentes, as quais já visualizaram os benefícios os quais uma biorrefinaria trará para sua industria, como é o caso do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que anunciou uma planta de etanol celulósico. De acordo com o diretor de negócios e novas tecnologias do CTC, a fase pré-comercial tem inicio em 2014 e os equipamentos utilizados serão desenvolvidos por empresa austríaca; a Raizen prevê para o ano de 2014 a inauguração de sua primeira unidade industrial de etanol de 2ª geração no Brasil.

Acrescentando ainda como suporte para esta tecnologia o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) desenvolveu uma ferramenta de simulação computacional chamada Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC). De acordo com o diretor de programação e avaliação tecnológica do CTBE, Antonio Bonomi, tal ferramenta “foi concebida para avaliar, do ponto de vista de sustentabilidade, diferentes configurações de processos em uma biorrefinaria que opera com cana-de-açúcar como matéria-prima”. A BVC simula processos que facilitem a obtenção dos balanços de massas e energia, modelagem, otimização e avaliações socioeconômicas e ambientais. Esta biorrefinaria virtual baseia-se na elaboração de 3 estruturas básicas: plataforma de simulação da etapa agrícola, de processos industriais e de comercialização e uso; um software para calculo de impactos de sustentabilidade; um banco de dados com informações agrícolas e de processos, equipamentos e custos (CTBE,2012).

O futuro está em nossas mãos.

Saiba mais em:

http://www.cnpae.embrapa.br/imprensa/agroenergia-em-revista/AgroenergiaEmRevista_ed04.pdf

http://www.inctdobioetanol.com.br/not-art/7/Brasil%20vai%20produzir%20etanol%20de%20segunda%20gera%C3%A7%C3%A3o%20em%202014

http://www.cnpae.embrapa.br/publicacoes/livros-1/Biorrefinarias_CenariosPerspectiva.pdf

Desafios para a Engenharia do século XXI que a Engenharia de Biossistemas pode resolver

Em 15 de Fevereiro de 2008 a Academia Nacional de Engenharia dos EUA divulgou os grandes desafios para a Engenharia no século XXI. Uma comissão composta por especialistas de diversas áreas do conhecimento e de diferentes partes do Mundo listou 14 problemas que se resolvidos melhorariam a nossa forma de viver. Os desafios são:

* Tornar energia solar acessível;

* Fornecer energia a partir da fusão;

* Desenvolver métodos de seqüestro de carbono;

* Gerenciar o ciclo do nitrogênio;

* Proporcionar o acesso à água potável;

* Restaurar e melhorar a infra-estrutura urbana;

* Avançar o desenvolvimento da Informática na Saúde;

* Melhores medicamentos;

* Engenharia reversa do cérebro;

* Evitar terror nuclear;

* Ciberespaço seguro;

* Melhorar a realidade virtual;

* Avançar o desenvolvimento da aprendizagem personalizada;

* Desenvolver as ferramentas para a descoberta científica;

Uma das áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas: aumentar a produtividade da agricultura, utilizando-se tecnologias inovadoras.

Uma das áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas: aumentar a produtividade da agricultura, utilizando-se tecnologias inovadoras.

Leia mais deste post

%d blogueiros gostam disto: