Aconteceu na FZEA: Diálogos Biossistemáticos

Texto por: Lisiane Brichi e Matheus H. Paes.

Aconteceu na FZEA no último dia 26/08 mais uma edição dos Diálogos Biossistemáticos, contando com a presença dos professores convidados Murilo M. Baesso e Rubens A. Tabile para discussão do tema “Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento”.

Abertura dos diálogos. Foto: Thaís Maurin (Biossistec Jr.)

O evento teve início com rápidas apresentações pessoais de ambos os professores, seguidas de uma introdução ao tema do encontro. Em um breve histórico apresentado foi exposto que o sensoriamento remoto surgiu para fins militares, assim como grande parte das tecnologias às quais temos acesso hoje, principalmente com o caso mais popular – a crise dos mísseis em Cuba (1962), no período da guerra fria. Com o acesso a essa tecnologia pela sociedade seu uso teve uma grande expansão, sendo a mesma aplicável para monitoramento de desmatamentos em tempo real, rotas de fenômenos climáticos extremos – o que possibilita a remoção de pessoas de áreas de risco em tempo hábil – estratégias de ocupação de determinado local, localização de pessoas e veículos, dentre outros.

Na agricultura, seus usos mais frequêntes tem sido associados à Agricultura de Precisão (AP), de modo a indicar áreas com deficiências nutricionais, doenças e pragas, estresse hídrico e distinção de características do solo (pela reflectância das plantas ou vegetação de cobertura), além de se conseguir fazer levantamentos topográficos.

Contamos hoje com certa facilidade para executar o sensoriamento remoto. Algumas empresas enxergaram essa tendência no mercado e oferecem serviços de monitoramento/imagens aéreas. Mesmo através do Google é possível dar uma espiada em como está a propriedade ou adquirir imagens de alta resolução por satélite.

As dificuldades existentes

Para o professor Rubens A. Tabile, apesar de todo o avanço tecnológico, novos paradigmas no campo e de crédito rural com taxas convidativas para aquisição de sistemas sofisticados, a maior dificuldade ainda consiste em gerir todo o volume de dados gerados pelos sistemas e analisá-los corretamente em sua variabilidade, pois grande parte dos produtores não domina a tecnologia que o mercado oferece e ainda carecemos de especialistas para suporte nas propriedades rurais. Assim sendo, problemas a mais são gerados ao produtor, pois perde-se tempo tentando compreender o funcionamento do sistema e até o dinheiro investido – caso não se tenha sucesso na empreitada.

Muito se fala à respeito do conservadorismo dos pequenos e médios produtores rurais na adoção de novas técnicas e ferramentas. Um equívoco, pois estes no papel de empreendedores da terra assumem riscos moderados, procuram se informar sobre as tendências e experimentam tecnologias. Entretanto, por vezes este é um grande conhecedor de sua propriedade e da natureza, sabendo onde existe variabilidade da produção em sua área, do comportamento de seus animais apenas pelos barulhos emitidos, da infestação de pragas por talhão, sem que para isso seja necessário o uso de sensores ou de imagens para lhe dar essa informação, conforme destacou o professor Fabrício Rossi em sua fala.

"Convivemos com a cultura de supor que um recurso novo ou a mais poderá ser a solução para um problema", afirma o professor Rubens Nunes. Foto: Thaís Maurin (Biossistec Jr.)

“Convivemos com a cultura de supor que um recurso novo ou a mais poderá ser a solução para um problema”, afirma o professor Rubens Nunes. Foto: Thaís Maurin (Biossistec Jr.)

Para o professor Rubens Nunes (doutor em Economia), também presente nos Diálogos, deve-se, sobretudo entender qual o negócio – em outras palavras, onde interferir no processo. Se o produtor, com suas técnicas e conhecimentos, persiste na atividade há tanto tempo, é porque entende que os processos e a oferta de uma nova tecnologia (por vezes que faça algo que não podemos, substitua ou facilitem o trabalho humano) podem ser a solução para um problema marginal apenas, não sendo observados ganhos ou mudanças efetivas. Entretanto, o que ainda não percebemos é que o “agricultor tem aversão aos riscos, e por esta razão é necessário ter a dominância plena da tecnologia vendida”, com as palavras do professor.

Explorando novos caminhos

Na abertura de sua fala o professor Celso E. L. Oliveira exemplificou o caso da caneta da NASA, história a qual supõe que a agência espacial americana investiu milhões de dólares para desenvolver uma caneta que funcionasse no ambiente de gravidade zero. Simplificando a operação, os astronaltas Russos escreviam à lápis. O professor levantou também a seguinte questão: o Brasil precisa hoje de lápis ou de caneta?

Uma vez que os pequenos e médios produtores possuem conhecimento de sua propriedade, não seria mais interessante ensiná-los o porquê da variabilidade espacial em sua propriedade, ensinando-os a fazer manualmente os mapas de produtividade para gerar informações mais simples de se entender? Será que a transição direta entre as anotações de lápis e papél, com os conhecimentos empíricos adquiridos ao longo de anos de observação, para sistemas de aquisição de dados sofisticados é o caminho? Poderia haver ações de preparo visando o uso de novos sistemas?

Um exemplo muito interessante para o exposto é o da ação conjunta no monitoramento e combate ao psilídeo (praga que ataca o citrus) no Estado de São Paulo. Através da contagem do número deste inseto em armadilhas instaladas nas propriedades, define-se a necessidade de pulverização de pesticidas ou não, pela taxa de invasão do inseto. Em se fazendo necessário o controle, os produtores da região são avisados através de um sistema simples, em um site da internet. O monitoramento e coordenação das atividades ficam sob a responsabilidade de um único agente, a Fundecitrus.

"Drones são a bola da vez", afirma o professor Rubens A. Tabile. Foto: Thaís Maurin (Biossistec Jr.).

“Drones são a bola da vez”, afirma o professor Rubens Tabile. Foto: Thaís Maurin (Biossistec Jr.).

É certo que as tecnologias mudam com o tempo. Acredita-se que a atual onda de difusão de Vants, Drones e Quadcópteros (termos diferentes para dizer uma mesma coisa) seja apenas moda e que daqui alguns anos esta seja substituída outros meios, mais práticos e robustos. Os preços desses equipamentos oferecidos no mercado devem cair e a variedade de aplicações aumentará. Porém, de certo o que não muda nem se barateia é a inteligência aplicada à construção dessas tecnologias. Como o próprio professor Murilo M. Baesso disse, “Tecnologia agrícola existe para todos, mas nem sempre é adequada”.

 E você leitor, para onde acha que vai o georreferenciamento na agricultura? Queremos sua opinião!

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A Embrapa e suas novas tecnologias

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), visando a produção de conhecimento científico e desenvolvimento de técnicas de produção para a agricultura e a pecuária brasileira, desenvolveu um Veículo Aéreo não Tripulado (VANT), os chamados drones, a mais nova ferramenta tecnológica desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, para levar para a agricultura os avanços da engenharia espacial.

O chefe geral da Embrapa Instrumentação, Luiz Mattoso, conta que, além dos drones, a entidade também desenvolve softwares para a nova tecnologia. Mattoso explica que os drones poderão prever, por exemplo, o aparecimento de pragas.

Imagem– Os drones são o avanço dos aeromodelos, que são a evolução para mapeamento das propriedades rurais. Os softwares farão a interpretação das fotos dos mapas das propriedades, que ajudam a prever produtividade. Os drones sensores podem analisar a fertilidade, podendo ajudar a agricultura de precisão, além de prever pragas. Isso ajudará a monitorar e antecipar problemas da produção – acrescenta.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Lúcio André de Castro Jorge, as imagens captadas pelo vant, aliadas a uma boa técnica de geoprocessamento, são capazes de identificar com precisão a existência de pragas e falhas em lavouras, problemas de solo, além de áreas atingidas por erosão e assoreamento de rios.

As imagens coletadas pelos drones são de resolução superior às de satélites e podem ser analisadas com a ajuda de um programa de computador, que indica através de cores específicas os problemas que provocam prejuízos nas lavouras. As imagens mostram doenças, falhas, áreas atacadas com nematóides, plantas daninhas, deficiências hídricas, zoneamento de sítios homogêneos, monitoramento de culturas e estudos de conservação do solo.

A Embrapa também desenvolveu, junto ao Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, da Universidade Estadual de Campinas (Cepagri/Unicamp), uma nova versão do Sistema Agritempo.

O Agritempo é um sistema de monitoramento agrometeorológico disponível na internet que permite o acesso gratuito às informações meteorológicas e agrometeorológicas de todos os municípios brasileiros. Resultado da parceria entre várias instituições nacionais, é um consórcio que organiza e administra dados de um conjunto de mais de 1.400 estações meteorológicas espalhadas pelo país. Criado em 2003, o sistema está sendo aperfeiçoado para uma versão mais interativa e com funcionalidades que buscam atender aos interesses dos diversos públicos da Embrapa.

Embrapa Informática Agropecuária.

Embrapa Informática Agropecuária.

A pesquisadora da Embrapa Informática Agropecuária Luciana Alvim Santos Romani, líder do projeto, explica que a equipe está desenvolvendo uma plataforma computacional atualizada, aliada a uma interface baseada no conceito de web 2.0, que permite mais flexibilidade no uso dos recursos tecnológicos.

– Além de recursos que vão permitir visualizar melhor o sistema em celulares e tablets, ele será apresentado nos idiomas português, inglês, francês e espanhol, já que também é consultado por usuários internacionais – conta Luciana. Entre os novos recursos tecnológicos, destaca-se o uso de ferramentas de WebGis, que permitem a geração personalizada de uma série de mapas de previsão e monitoramento, além de gráficos de dados históricos, de acordo com critérios selecionados pelo usuário, como período e região desejada. A tecnologia foi avaliada por representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Meio Ambiente, Casas da Agricultura, universidades, institutos de pesquisa e instituições de assistência técnica e extensão rural.

Buscando um volume de produção agrícola que atenda às necessidades da população, o engenheiro de biossistemas se encaixa no desenvolvimento e atuação desses tipos de tecnologias, que envolvem o sistema produtivo do agronegócio. Esse profissional é responsável pela inovação e criação de sistemas que beneficiam e otimizam a produção no campo.

Fonte: Embrapa

Tempo de bons ventos para a agricultura irrigada nacional

Desde os primórdios da humanidade, é possível constatar que a irrigação sempre que utilizada de maneira racional torna-se basicamente um dos meios mais efetivos de se potencializar a produtividade de determinada cultura agrícola. Isto pois, toda vez que bem gerida, a mesma reduz os riscos de quebra de safras pela escassez hídrica, aumentando assim a disponibilidade de produtos e atraindo futuros investimentos ao agricultor que adere este sistema de melhoria. Por este fato então, o governo tem aderido a cada vez mais as técnicas efetivas de zoneamento agrícola, que consiste basicamente num instrumento de gestão de riscos na agricultura, conjuntamente à irrigação.

Interface do CLIMWAT 2.0 para o CROPWAT

Interface do CLIMWAT 2.0 para o CROPWAT

Sendo assim, o Ministério da Integração Nacional, anunciou dia 15 deste mês o lançamento de um sistema de armazenamento de dados com o objetivo de fornecer suporte ao setor discutido então. O nome de tal ferramenta é Sinir, e estará dividida em módulos de maneira a facilitar a implantação da mesma. A proposta é que o Sinir contenha em si informações à cerca da área a ser irrigada, como por exemplo índices de precipitação,  ferramentas de dimensionamento do sistema, informações à cerca da quantidade de energia elétrica disponível e informações econômicas, em auxílio ao produtor que estará a utilizar a técnica irrigante. Dessa forma, O gerenciamento das informações dentro do sistema ficará sobre a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, da Secretaria Nacional de Irrigação e das entidades vinculadas, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

O mais interessante é que ferramentas para unificar informações a cerca de setores irrigados já existem ao redor do  mundo, e uma delas muito usual foi criada pela FAO (Food and Agriculture Organization) no ano de 2000, e é conhecida como CLIMWAT, utilizada em combinação com o programa de computador CROPWAT. A mesma permite o cálculo das necessidades de água da cultura, abastecimento de irrigação e manejo da irrigação em diversas culturas para uma série de estações climatológicas em todo o mundo.

Logo, vemos então o quão importante é o desenvolvimento de bases como essa, e o quão importante é a qualificação do profissional que cria tais ferramentas. Tendo isto mente, é possível chegar à conclusão que o engenheiro de biossistemas é um dos profissionais mais indicados para projetos como este, uma vez que o mesmo exerce constante contato com o ambiente virtual e com o ambiente vegetal, combinando de maneira efetiva observação, coleta e armazenamento de dados.

Engenheiro(a) de Biossistemas tem mercado para atuar no Brasil?

Estudando Engenharia de Biossistemas na Universidade de São Paulo, na cidade de Pirassununga-SP, e morando em outra cidade, costumo viajar de ônibus no trajeto casa-faculdade, aos finais de semana. Durante essas viagens já escutei alguns graduandos em Engenharia de Biossistemas explicando mais sobre o curso para os passageiros ao seu redor, visto que a palavra Biossistemas causa bastante interesse nas pessoas, por geralmente desconhecerem o seu significado.

Engenharia de Biossistemas.

Explicar o que é o curso de Engenharia de Biossistemas é sempre um grande desafio, pois muitas vezes as pessoas confundem o significado com outros cursos semelhantes, como Engenharia Agrícola, Agronômica, Ambiental, Química, além de Biotecnologia, Zootecnia, Biomedicina e Ciências Ambientais. Vale destacar o seguinte texto que visa expôr formas de se explicar o que é a Engenharia de Biossistemas: Como explicar o que é a Engenharia de Biossistemas.

A outra pergunta que geralmente é feita é sobre a possibilidade de conseguir emprego na área, visto que o curso é relativamente novo, considerando-se outras graduações, como a Engenharia Agrícola e a Zootecnia, por exemplo.  Essa pergunta é também muito importante, e por isso o objetivo do presente texto é sugerir uma abordagem para nortear possíveis respostas sobre empregabilidade para Engenheiros de Biossistemas.

O curso de Engenharia de Biossistemas possui enfoque principal nas quatro seguintes áreas: Agricultura de Precisão, Zootecnia de Precisão, Bioenergia e Biomateriais. Visto que o curso é de Engenharia, a abordagem feita visa o desenvolvimento e manutenção de tecnologias dessas áreas, incluindo a parte de inovação e empreendedorismo. Sobre a empregabilidade, basta destacar as seguintes informações:

  1. Agricultura de Precisão: O Brasil foi o maior exportador mundial de soja, milho, açúcar, café e suco de laranja, na safra 2012/2013.
  2. Zootecnia de Precisão: O Brasil foi o maior exportador mundial de carne de bovinos e carne de aves, no período 2012/2013.
  3. Bioenergia: O Brasil é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar.
  4. Biomateriais: Apesar de não haver um ranking público sobre produção e exportação de biomateriais, o potencial do Brasil em produzí-los é enorme, visto a grande quantia de resíduos gerados pelas atividades agropecuárias.

O Brasil se destaca pela representatividade mundial em todas as possíveis áreas de atuação dos Engenheiros de Biossistemas, com imenso potencial de crescimento.

Apesar de ocupar a posição de liderança na exportação de muitos produtos agrícolas, sabe-se que a produtividade – isto é, a produção por unidade de área – ainda é muito reduzida para algumas culturas, e portanto existe grande potencial para otimização destas, através da tecnificação dos processos, desenvolvida e implementada por Engenheiros de Biossistemas. Além da produtividade, sabe-se que a qualidade de muitos produtos, como da carne bovina, pode ser elevada através de melhores manejos, certificações e tecnificação dos processos, que também podem ser desenvolvidas por este profissional. Óbviamente o Engenheiro de Biossistemas não atuará sozinho no desenvolvimento do seu trabalho, pelo contrário, espera-se que ele possa participar de um grupo multidisciplinar, conciliando o conhecimento dos diversos profissionais e viabilizando que novas tecnologias possam ser desenvolvidas ou aprimoradas com sustentabilidade.

Da próxima vez que lhe perguntarem sobre a empregabilidade, ou sobre o que o Engenheiro de Biossistemas faz, não se esqueça das quatro áreas de atuação: Agricultura de Precisão, Zootecnia de Precisão, Bioenergia e Biomateriais, assim como da representatividade brasileira nessas áreas, seguida pelo imenso potencial de otimização que ainda carece de profissionais: os Engenheiros de Biossistemas.

Precisando de consultoria? Procure um Engenheiro de Biossistemas

Dúvidas do seu negócio? Imagem retirada do Google.

Dúvidas do seu negócio?

Está passando por problemas na sua produção agropecuária?

Deseja aprimorar o projeto de energia da sua  propriedade?

Quer automatizar suas estufas ou galpões de criação?

Pretende aumentar a produtividade do seu negócio?

Você precisa de soluções inteligentes e comprometimento?

O que você precisa é de uma boa consultoria. Não sabe quem procurar?!

Não se preocupe! Procure um Engenheiro de Biossistemas e encontre a solução apropriada para maximizar sua produção e aumentar seu lucro.

A Engenharia de Biossistemas é uma engenharia multidisciplinar, que envolve principalmente as áreas de exatas e biológicas, passando por algumas matérias de humanas que são importantes para o desenvolvimento profissional e pessoal de qualquer engenheiro. Com tanto conteúdo o Engenheiro de Biossistemas é preparado para buscar soluções eficientes para produção agropecuária integrando conhecimento e tecnologia. Dentre todas as atuações do profissional, ele encontra também na consultoria, um ótimo mercado de trabalho.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar direito. Imagem retirada do google.

Dinheiro pode dar em árvore! É só plantar da maneira correta.

O Engenheiro de Biossistemas além de criar novas tecnologias também é capaz de identificar problemas e propor soluções inovadoras para o sistema produtivo pensando sempre na sustentabilidade, redução de gastos e perdas durante o processo produtivo e claro maximizar a produção visando o aproveitamento máximo dos recursos disponíveis.

A consultoria é um serviço que está crescendo a cada dia tanto no setor empresarial quanto no agropecuário. Tomar decisões e escolher a melhor estratégia para o sucesso do negócio é uma atividade complexa que exige diversas habilidades do profissional envolvido, pois uma escolha pode trazer o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento.

Consultoria é a atividade profissional de transferência de conhecimentos contratada para formulação de diagnósticos ou soluções para necessidades específicas do cliente. Dessa maneira o consultor contratado tem grande responsabilidade sobre suas atitudes perante o serviço prestado.  Nesse sentido, características como competência, compromisso e conhecimento devem ser inerentes a um bom consultor.

Quer aumentar sua produtividade? Consulte um Engenheiro de Biossistemas.

Quer aumentar sua produtividade? Consulte um Engenheiro de Biossistemas.

O cliente que deseja contratar esse serviço encontra no Engenheiro de Biossistemas um profissional completo que é capaz de resolver problemas complexos juntando todas as características indispensáveis de um bom consultor sendo, deste modo, o responsável pelo sucesso do negócio. Como a Engenharia de Biossistemas oferece forte base nas áreas de exatas e biológicas, o profissional consegue usar combinações matemáticas para aprimorar sistemas biológicos, conseguindo dessa maneira aumentar a produtividade e reduzir gastos. Essa combinação é desejo de qualquer empreendedor, pois garante resultados positivos ao negócio.

Dentre as áreas de atuação do Engenheiro de Biossistemas estão: Agricultura de Precisão, Georreferenciamento, Biocombustíveis e Energia, Construções Rurais e Ambiência, Desenvolvimento rural, Mecanização, Tecnologia Pós-Colheita, Zootecnia de Precisão,  Automação, ResíduosO profissional apresenta habilidades para criar e desenvolver produtos para serem usados nessas áreas, mas ele também é qualificado para prestar consultoria nesses meios fornecendo ao cliente a melhor solução para o desenvolvimento do negócio.

O Engenheiro do Biossistemas é um profissional completo preparado para prestar consultoria ao agronegócio oferecendo as melhores soluções para cada empreendimento, possibilitando, dessa maneira, o sucesso da produção.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

Consulte sempre um Engenheiro de Biossistemas.

Leia também: Entenda a profissão. Disponível em: https://portalbiossistemas.wordpress.com/entenda-a-profissao/

Mastite subclinica

De acordo com a Embrapa – Gado de Leite, o leite está entre os 6 produtos mais importantes da agropecuária brasileira, desenvolvendo um papel fundamental para a geração de emprego e suprimento de alimentos. Além de grande importância econômica o leite possui uma grande importância nutricional. Rico em cálcio, o qual é essencial para formação e manutenção dos ossos, assim como vitamina A, B1, B2 e minerais que favorecem o crescimento e desenvolvimento de uma vida saudável. Segundo a Agência de Informações Embrapa (Agronegócio do Leite) a tendência de produção de leite para os próximos anos é um aumento mundial no volume produzido, especialmente nos países em desenvolvimento com condições climáticas favoráveis para a atividade leiteira, com uma propensão para a migração de tal para áreas mais populosas com menor custo de produção. Em conjunto com esta, o mercado tende a pagar mais por volume, regularidade de produção e o mais importante, qualidade de produto, seguindo o Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite (PNQL).25170leite1[2]

Porém um dos principais preocupantes, senão o maior, para a bovinocultura de leite é a mastite bovina, a qual de acordo com Bressan (2000), caracteriza-se por ser um processo inflamatório da glândula mamária e etiologicamente , trata-se de uma doença complexa de caráter multifatorial, envolvendo o ambiente, patógenos  e fatores inerentes ao animal. Entretanto, o mais inquietante para tais envolvidos com esta atividade, é a prevalência silenciosa no rebanho, onde de acordo com Santos (2001), 70% dos casos tardiamente diagnosticados são especificamente os silenciosos (também chamado de subclinica) enquanto que os 30% restantes são oriundos da diagnose clinica, a qual exibe características peculiares do úbere da vaca assim como do leite produzido.

diseaseSegundo a Embrapa, a mastite resulta em elevada perda econômica, oriunda principalmente na queda da produção de leite, alto custo com mão de obra especializada assim como gastos com inúmeros medicamentos. Em 2007 a Embrapa realizou estudos que demonstraram que um quarto mamário com mastite subclinica reduz entre 25 a 42% a produção, quando comparado com um quarto normal, e quando revertido em custos, pôde-se estimar nos EUA um valor de US$1,8 bilhão, representando cerca de 10% do total de leite produzido no país. Sendo a mastite subclinica uma doença silenciosa, existem algumas características fundamentais relacionadas à ocorrência de tal, como a Contagem de Células Somáticas (CCS), porém o que chamamos a atenção são as possibilidades alternativas de correlação com tal, como a alteração da concentração de cátions e ânios presentes, a qual pode ser determinada pela condutividade elétrica (CE) do leite, sendo muito interessante pelo fato de, quando comparado com o método de CCS, este é mais barato e fácil para ser diagnosticado, onde o aumento da CE é diretamente proporcional ao aumento da inflamação do úbere e da CCS, seguido esta por um método auxiliar pode ser a detecção do teor de cloretos presentes no leite. Segundo Hamann & Zecconi (1998), este conceito de CE foi introduzido em 1970 e tem sido utilizado desde então.  A análise do conteúdo iônico responsável pelo aumento da CE é obtido de maneira simples, estando disponível em poucos segundos após a ordenha, ainda mais quando comparado com a CCS, a qual deve ser mandada para laboratório para diagnostico.

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Atualmente estudos comprovaram a relação genética entre a contagem das células somáticas relacionadas à mastite, com o conteúdo iônico e consequentemente à condutividade elétrica, indicando uma possível substituição da coleta do leite para a análise da CCS pela análise de tal condutividade, ligando assim a genética a animais resistentes a este tipo de doença, utilizando a CE como critério de seleção para o animal mais “adaptado”.

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) estimou os parâmetros de condutividade através de um estudo de regressão aleatória em um rebanho de 1129 animais de primeiro parto da raça Holandesa, obtidos entre os anos de 2001 a 2011, utilizando-se de 9302 amostras para análise de tal como critério de seleção. Posteriormente a fase de desenvolvimento e análise dos resultados, pôde-se então concluir que de fato, a Condutividade Elétrica do leite pode ser utilizada como parâmetro de seleção para resistência à mastite, tendo que, segundo a Agência, “a avaliação da CCS só é obtida após a coleta da amostra de leite, envio da mesma a um laboratório credenciado e o resultado só é obtido após um período de pelo menos 5 dias dependendo da distância entre a propriedade e o laboratório”.

Pode-se ver então que mesmo em particularidades ínfimas as quais são de grande repercussão podem ser encontrados melhorias representativas para o agronegócio, de maneira a guiar a evolução e o progresso de tecnologias para total suporte de desenvolvimento.

Saiba mais em:

http://www.aptaregional.sp.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=1357&Itemid=284

Como as impressoras 3D podem mudar o agronegócio (e nossas vidas)

Impressora 3D

The Form 1: Impressora desktop 3D de alta resolução (Foto: FormLabs).

Mini-fábricas portáteis – é como podemos chamar as impressoras 3D, invenção que toma corpo e ganha cada vez mais adeptos pelo mundo. Segundo alguns visionários, dentro de 5 anos será comum termos um modelo delas em casa, nas escolas, comércio e na indústria, tornando possível a confecção dos mais variados tipos de objetos que possamos imaginar.

Não existe um limite quando se trata de impressoras 3D. Enquanto muitos se contentam em produzir brinquedos e pequenas miniaturas, chefes de cozinha já trabalham com modelos que imprimem massas personalizadas ou até mesmo chocolate. Cientistas da Universidade de Heriot-Watt, na Escócia (naquele mesmo país onde clonaram a ovelha Dolly), foram um pouco além e desenvolveram um mecanismo que utiliza células tronco como “tinta”, podendo ser impressa pelo equipamento. Os cientistas acreditam que este seja o primeiro passo rumo à criação de órgãos.

Para que um objeto seja impresso é preciso que ele tenha sido, antes de tudo, construído num software de edição 3D, como o AutoCAD ou o SolidWorks. Para criar algo diferente, o único jeito é aprender a modelar do zero. Para isso existem inúmeras alternativas na internet, inclusive softwares e cursos gratuitos que ensinam a fazer tudo desde o início. Se quiser se aventurar, a MakerBot – uma das maiores fabricantes de impressoras 3D do mercado atualmente – disponibiliza uma vasta documentação a respeito, além de desenhos para impressão de mais de 40 mil objetos. A empresa comercializa também o Digitizer Desktop 3D Scanner, que utiliza uma combinação de câmeras e lasers, capaz de escanear praticamente qualquer objeto e gerar um arquivo digital.

Mas, quais as possibilidades que a impressora 3D pode trazer ao agronegócio? Confira algumas idéias mirabolantes (outras nem tanto).

1. Energias renováveis mais acessíveis

A aplicação de materiais de baixo custo para geração de energia a pequenos produtores pode ser uma solução para a ampliação de negócios e maior rentabilidade. Inovações a respeito de painéis fotovoltaicos surgem com certa frequência na internet e, assim como já estamos perto da impressão de tecidos humanos, a impressão de células fotovoltaicas a nível molecular, bem como suas estruturas de suporte, pode ser uma das possibilidades das impressoras 3D no futuro. Se preferir gerar energia pelo vento, protótipos de pequenos geradores eólicos já podem ser encontrados no site “Instructables” para impressão.

Para alguns donos de impressoras 3D, produzir determinados objetos em casa sai mais em conta do que comprar numa loja. A impressão de algumas peças ou mesmo equipamentos para geração de energia não apenas facilitaria o seu acesso, como descentralizaria sua produção, podendo afetar, em longo prazo, até mesmo as relações de compra e venda de energia.

2. Produzindo edifícios inteiros

Hoje, na construção civil, já é possível encontrar certos elementos e estruturas prediais pré-moldadas, como paredes, painéis, escadas, lajes, etc. Sua vantagem está na uniformidade dos materiais produzidos, maior controle sobre a qualidade e o design, como também um menor tempo de execução da obra, menor perda de materiais e menores custos operacionais. Com o avanço da tecnologia da impressão em 3D, aliado à nanotecnologia, será possível imprimir materiais mais eficientes que os já existentes, sendo projetados em geometrias pré-definidas, mais complexas e com melhores propriedades mecânicas, concebidos especialmente para cada tipo de ambiente e atividade agroindustrial. As impressoras 3D poderão um dia imprimir (em escala industrial) estufas inteiras, instalações de criação animal, de armazenagem de alimentos e insumos, mais eficientes que os atuais.

3. Maiores ganhos na produção de alimentos

No futuro haverá uma tendência para a produção de alimentos em casa. Não tem nada a ver com uma horta no quintal ou criar algumas galinhas. A empresa americana Modern Meadow desenvolve lá no Vale do Silício (EUA) um audacioso projeto para impressão de carne a partir de células e tecidos cultivados em laboratório. A ideia é fornecer uma alternativa à criação, abate e transporte de bovinos em massa, pois segundo os pesquisadores, a criação de gado é tida como uma das atividades agroindustriais mais impactantes que existe sobre o meio ambiente – demanda grandes quantidades de alimento, água, espaço e produz altas taxas de metano e efluentes.

Se não gostou da ideia, fique tranquilo! Ainda continuará existindo o sistema de criação convencional e as impressoras 3D poderão ser utilizadas para outros fins. Imagine só poder produzir de vacinas específicas na própria fazenda, desenvolver próteses para animais, objetos diversos como: comedouros e bebedouros, caixas para transporte de aves, pisos plásticos para a suinocultura, dentre muitas outras possibilidades.

E não para por ai! Planos recentes do governo Japonês para agricultura em áreas devastadas pelo tsunami preveem o uso da impressão em 3D para certos elementos do sistema de automação. Interessante, não?

E os Engenheiros de Biossistemas, como podem participar dessa revolução?

No curso oferecido pela Universidade de São Paulo os alunos adquirem conhecimentos específicos como desenho técnico, elementos de máquinas, resistência, ciência e tecnologia dos materiais, eletrônica, robótica, circuitos elétricos, dentre outros. As possibilidades de criação são imensas e, segundo especialistas, será possível a impressão de quase tudo que se possa imaginar, o quão logo a compatibilidade com diversos tipos de materiais nessas impressoras consiga aumentar.

Partes de bicos de pulverização, de aspersores, circuitos eletrônicos, objetos para uso na produção animal são alguns dos elementos que, em curto prazo, já poderiam ser fabricados em casa para suporte às atividades do agronegócio, tanto para reposição de peças, quanto para um início de uma atividade agropecuária, o que poderia reduzir o custo de um projeto ao produtor. O desafio está em tornar essa tecnologia (ainda emergente) mais acessível, com soluções adequadas aos interesses da produção agropecuária e, sobretudo, com geração de produtos de qualidade.

E você, como acha que essa tecnologia pode mudar as coisas? Deixe-nos um comentário.