Caros leitores,

Após 4 anos de muitos trabalhos e publicações realizadas pelo Portal Biossistemas aqui no WordPress sentimos que já era hora de mudarmos nossa aparência, conquistarmos novos parceiros e inovarmos o jeito de divulgar a Engenharia de Biossistemas. Para isso tivemos que mudar nosso endereço para uma plataforma que nos permita crescer e com todo o suporte necessário.

Convidamos a todos para continuarem a falar de Engenharia de Biossistemas em nosso novo espaço:

Conheça a nova “cara” do Portal Biossistemas.

Acesse: www.usp.br/portalbiossistemas

Te aguardamos lá!

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A Agrishow e a Engenharia de Biossistemas

Vista área da Agrishow. Fonte: agrojornal-agrojornal.blogspot.com

Vista área da Agrishow.
Fonte: agrojornal-agrojornal.blogspot.com

A Agrishow é uma feira agrícola que ocorre desde 1994, chegando à sua 20ª Edição nesse ano, sendo ela a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina e a terceira maior do Mundo. Essa feira é uma vitrine para demonstrações e lançamentos de tecnologias em diversas áreas da agricultura: colheita, pós-colheita, irrigação, agricultura de precisão. Diversos lançamentos ocorrem durante a semana de feira, entre eles esse ano destacou-se o lançamento da Embrapa Instrumentação Agrícola (localizada em São Carlos) em parceria com a EESC (Escola de Engenharia de São Carlos) e a empresa Jacto. Leia mais deste post

Ficção Científica e o Engenheiro de Biossistemas

Quem nunca assistiu a um filme e pensou: “Isso não existe, é pura ficção científica!”. Mas, será que nos dias de hoje, todos esses aparatos tecnológicos ainda não são realidade? Com o desenvolvimento cada vez mais rápido da tecnologia a grande maioria dos filmes não são mais fruto do imaginário humano e sim uma realidade incorporada ao nosso dia-a-dia e o que ainda não chegou ao mercado para ser vendido já é pesquisado em avançados laboratórios para que o mais rápido possível seja disponibilizado a humanidade.

Atualmente para nós, celulares, computadores, tabletes,  internet, são tecnologias intrínsecas ao nosso cotidiano, no entanto para que tudo isso fosse criado, demasiado estudo, pesquisa e trabalho foram necessários para conseguir desenvolver tantos bens.

No campo essa realidade não é diferente, cada vez mais se tem criado tecnologias voltadas à área agrícola, pecuária e de alimentos. Nesse âmbito, o uso de sensores e softwares configuram a tecnologia de ponta que é usada nesse meio juntamente com o desenvolvimento cada vez mais preciso de máquinas que aumentam a produtividade, reduzem gastos e agregam valor ao produto final.

Nesse contexto, a automação se torna não só um item a mais na produção, mas também uma necessidade para o melhor desenvolvimento da área agrícola, pecuária e de alimentos podendo, dessa maneira, ser uma garantia de rentabilidade para o produtor.

Demasiados exemplos de tecnologias implantadas na agropecuária podem ser citados: como a automação da produção leiteira, o uso de sensores em granjas de suínos, aves e solo, máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas. Tanta tecnologia não para por aí.  Há também o uso de sensores sem fio capazes de coletar dados de áreas rurais e transmiti-los para uma central que poderá acionar os sistemas de adubação e irrigação automatizados apenas por comando de softwares programados para tomar decisões.

Um equipamento que também é constantemente empregado na agricultura é o GPS, ou sistema de posicionamento global, que em tempos atuais já guia a maior parte do plantio e colheita nas fazendas. Esse recurso juntamente com o emprego de softwares faz com que as máquinas sigam rigorosamente o espaçamento entre as linhas de plantio impedindo, dessa maneira, o mau aproveitamento do espaço.

Outra tecnologia que vem sendo pesquisada e desenvolvida em laboratórios é o uso de robôs para diversas finalidades, inclusive para ser empregado na agricultura e pecuária, o que antes era apenas ficção científica já começa a se tornar realidade dentro de laboratórios de pesquisa dessa área.

As vantagens do uso da tecnologia na agricultura e pecuária são diversas, uma delas é que através de técnicas inovadoras é possível  ter maior produtividade usando o mesmo espaço, ou um espaço menor, de terra para produção. Com isso os desperdícios são minimizados o que acarreta em mais alimentos disponíveis para a população e melhor aproveitamento dos recursos naturais, preservando, desse modo, o meio ambiente. Nesse âmbito, devemos levar em conta que a população mundial cresce a cada dia, mas os recursos disponíveis na terra continuam os mesmos, por isso o uso de equipamentos inovadores contribui de maneira benéfica para a produção de alimentos no mundo.

Os sistemas de precisão configuram o que chamamos de agricultura e zootecnia de precisão. Esses sistemas resultam na otimização dos gastos da produção e no aumento da produtividade. Dessa maneira, é possível notar que o uso de recursos tecnológicos trazem diversos benefícios para a produção agropecuária e de alimentos.

 Mesmo sendo um grande exportador de produtos alimentícios o Brasil ainda importa grande parte da tecnologia empregada nesse meio. O país, até então, permanece atrás de muitas nações quando se fala de ciência. Essa situação é acentuada pela falta de investimentos, profissionais especializados, conhecimento, pesquisa e incentivos para o crescimento dessa área.

Ainda falta muito para ser criado e a demanda por produtos tecnológicos e automação cresce absurdamente. O que precisamos fazer é criar nossa própria tecnologia e transformar ficção científica em pura realidade. E é nesse meio que o Engenheiro de Biossistemas encontra um mercado de trabalho promissor, pois esse profissional apresenta grande potencial para criação e inovação tecnológica, podendo assim contribuir com o desenvolvimento dos setores agrícola, pecuário e de alimentos do nosso país.  

Calouros FZEA – USP

Caloura comemorando o ingresso FZEA - USP.

Caloura comemorando o ingresso na FZEA – USP.

Fevereiro teve uma das semanas mais esperadas do ano para muitos aspirantes a calouro. Nos dias 18 e 19 de fevereiro foi realizada na USP a matrícula dos futuros universitários que enfrentaram uma maratona de vestibulares para alcançar a vaga tão almejada em uma boa universidade. Esse ano a matrícula apresentou algumas novidades,  como  a matrícula online, a qual foi realizada antes da matrícula presencial.

Integração entre calouros e veteranos.

Na FZEA – Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos – Campus USP Pirassununga, a recepção dos calouros teve uma nova “cara” esse ano e contou com diversas novidades, dentre elas a apresentação da bateria da Atlética e a presença da recém-formada Associação de Repúblicas de Pirassununga.

Os novos alunos foram recebidos com muita disposição e houve toda uma preparação para que a recepção dos calouros fosse a melhor possível. Esteve presente também na matrícula a nova agremiação do campus, a AIESEC e as empresas juniores: Emvep Júnior, Qualimentos Júnior, Zoot Júnior e a Biossistec Júnior (Empresa do curso de Engenharia de Biossistemas, que está crescendo cada vez mais).

Os novos alunos chegaram com muita animação e, claro, com diversas dúvidas sobre o novo mundo em que irão viver. Várias perguntas sobre a faculdade, moradia, projetos de iniciação científica, estágios, matérias, professores, aulas, esportes, infra-estrutura (salas de aula, laboratórios, biblioteca) foram feitas, houve interesse também pela construção dos novos prédios no campus.

Existem também frequentes dúvidas acerca do curso de Engenharia de Biossistemas, o que é normal por ser um curso novo – criado em 2009 na FZEA, sendo esta a primeira faculdade na América Latina a apresentar essa nova área do conhecimento. Apesar disso, o profissional encontra forte campo de atuação em nosso país, pois a maior parte da tecnologia destinada ao agronegócio ainda é importada, mesmo o Brasil sendo reconhecido como grande produtor e exportador de alimentos. O Engenheiro de Biossistemas com certeza tem um futuro promissor e grandes desafios pela frente. Afinal, muito trabalho tem que ser feito para melhorar essa área, mas para que isso se torne realidade, profissionais competentes e capacitados devem ser formados. É preciso, portanto que existam alunos dedicados e que se interessem por essa formação. A Engenharia de Biossistemas, como toda engenharia, apresenta suas dificuldades, mas no futuro as recompensas valerão a pena. Por isso, não percam a chance de contribuir com o futuro do país e ser um profissional conhecido e requisitado.

Engenharia de Biossistemas.

Engenharia de Biossistemas.

Calouros, a universidade é um universo muito amplo. Aqui vocês terão acesso a todos os tipos de oportunidades, desde adquirir conhecimento até morar fora do país com tudo pago, passando por bolsas em projetos. Não encarem a faculdade apenas como uma forma de ganhar um diploma, não se acomodem e muito menos coloquem fronteiras no seu conhecimento e em seu crescimento pessoal. Aproveitem tudo que a FZEA pode oferecer, entrem para as empresas juniores, CA, atlética, pratiquem esportes, participem de workshops, palestras, façam iniciações científicas e estágios; essas são só algumas das infinitas possibilidades que estão à disposição de vocês. Não se limitem, se expandam. Fale do seu curso com orgulho, fale da FZEA com orgulho. Não tenham medo de lutar pelo seu curso e pela sua faculdade.

Calouros no Centro de Eventos durante a matícula

Calouros no Centro de Eventos durante a matrícula

Fotos disponíveis em:  http://www.facebook.com/TakeYourFlash?fref=ts

Um Plano Direcional

Criada em 1992, a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos contava apenas com a graduação em Zootecnia (oferecido em 1993), implantado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Em 2001, houve a implantação da graduação em Engenharia de Alimentos e após 8 anos foram criados mais dois cursos de graduação – Engenharia de Biossistemas e Medicina Veterinária. Decerto, tal evolução trouxe um maior desenvolvimento, acarretando assim uma atenção da Prefeitura do Campus ampliação da infraestrutura, do  restaurante universitário, moradia, assim como o esforço da própria faculdade para contratação de professores e particularmente um aumento na diversidade de pesquisas realizadas dentro do campus , fatores os quais estão diretamente ligados a propagação de novas tecnologias e medidas administrativas, ambientais e socioeconômicas  para que se possa atender a funcionários, alunos e professores. Juntamente a esta ampliação, a quantidade de restos ou sobras das inúmeras unidades produtivas ou de consumo do campus, as quais possuem valor e que são passíveis de reuso também vem aumentando assim como, não obstante, os materiais indesejados, não aproveitáveis ou ainda desprovidos de valor.

Sem título3A logística/gestão dos resíduos gerados em qualquer unidade de produção independente de sua quantidade ou qualidade é indispensável, ou seja, tantos os “restos” passíveis para reciclagem assim como aqueles que não têm mais utilidade devem ser destinados corretamente para que seu ciclo ambiental-educativo seja fechado.

Sem título2Assim se da a criação de estratégias, procedimentos que regem as ações a serem tomadas com intuito de melhorar a situação atual da propriedade, indústria, ou seja, que assegurem melhores condições de trabalho, lazer e educação para quaisquer que sejam os lugares de implementação de tais, de modo que estas serão e terão que ser seguidas a partir do momento que em vigor. Para tanto foi-se então visto a necessidade da elaboração destas estratégias no Campus de Pirassununga, da Universidade de São Paulo, ou melhor dizendo de um plano (Plano Diretor SocioAmbiental Participativo – PDPIRAS) o qual tem como seu principal propósito traçar diretrizes/planos/metas voltadas para os aspectos socioambientais do Campus, da mesma forma que planos educativos para a comunidade.

“O Plano Diretor é um instrumento básico da política de desenvolvimento local. Sua principal finalidade é orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população.” (Ministério das Cidades, 2004). De acordo com o Núcleo Gestor do PDPIRAS, a participação da sociedade desde a etapa de elaboração deste até sua concreta aplicação é fundamental para legitimar as decisões e diretrizes nele contidas e para assegurar o apoio político-social necessário à continuidade do desenvolvimento do plano. De modo que a filosofia de trabalho por uma melhor permeação de informações é o de envolver o maior numero possível de pessoas da comunidade do campus, revigorando o aspecto participativo do plano e, agrupando alunos, professores, funcionários e moradores, desenvolver um âmbito socioambiental educativo para tal.

Sem título

A elaboração do plano, segundo o Núcleo Gestor, será feita através de uma estrutura organizacional separada em grupos de trabalhos, mais especificamente oito, os quais estão divididos em:

  • Fauna e Flora
  • Resíduos
  • Resíduos de Laboratório
  • Resíduos da Saúde
  • Emissão de Gases
  • Educação Ambiental
  • Uso e Ocupação do Solo
  • Recursos Hídricos

Nos quais estão presentes professores e funcionários do campus. Juntamente com estes grupos de trabalhos se juntam os grupos de apoio que contam com os discentes, membros da comunidade e funcionários da Prefeitura do Campus além de assessores os quais em sua maioria são Professores Doutores vindos de outras Escolas da Universidade, como ESALQ, POLI e EESC, juntamente com uma educadora ambiental do programa USP Recicla, da Coordenadoria do campus de São Carlos.

Com o plano diretor socioambiental elaborado, é claro a melhora da utilização e ocupação do solo, um melhor aproveitamento dos recursos hídricos, juntamente com o controle de resíduos derivados de laboratórios, unidades de produção e saúde e consequentemente um desenvolvimento ótimo da fauna e da flora a qual se encontra o campus referido da Universidade de São Paulo e assim fechando o ciclo a educação ambiental orientará todos ao redor, tanto dentro do campus, como fora dele, servindo de exemplo para outras propriedades rurais assim como universidade e indústrias e porque não cidades?

Saiba mais em:

http://www.esalq.usp.br/biblioteca/PDF/plano_diretor_socioambiental.pdf

http://www.usp.br/gvr/pdf/PDI-VIIEncontro.pdf

http://www.usp.br/fzea/

Internet das coisas e a Engenharia de Biossistemas

Diversas notícias e artigos publicados recentemente demonstram a importância que a internet tem e terá na produção agroindustrial (veja notícias publicas aqui no Portal: Internet no campo e Plantas conectadas à internet). Mas, outra aplicação vem sendo estudada e desenvolvida por diversos pesquisadores, e mostra-se como uma realidade a ser experimentada em alguns anos pelos produtores rurais é a “Internet das Coisas”.

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Internet das coisas e a Engenharia de Biossistemas

Diversas notícias e artigos publicados recentemente demonstram a importância que a internet tem e terá na produção agroindustrial (veja notícias publicas aqui no Portal: Internet no campo e Plantas conectadas à internet). Mas, outra aplicação vem sendo estudada e desenvolvida por diversos pesquisadores, e mostra-se como uma realidade a ser experimentada em alguns anos pelos produtores rurais é a “Internet das Coisas”.

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